Mussa Esfiha aposta no delivery e projeta alta de 200% em 2026
Os irmãos Stephanie e Waldir Moyses, atuais responsáveis pela gestão do Mussa Esfiha, restaurante árabe paulistano, identificaram no delivery a principal oportunidade para acelerar a expansão do negócio de 75 anos. Enquanto a média do setor aponta que o canal representa cerca de 30% do faturamento, segundo a Abrasel, no Mussa ele já responde por aproximadamente 90% das vendas. Com isso, a empresa encerrou 2025 com alta de 150% no faturamento ante o ano anterior e projeta avanço de 200% em 2026 sem aportes financeiros, apoiada na abertura de operações voltadas ao atendimento remoto, incluindo três dark kitchens (uma delas no Butantã) para cobrir diferentes regiões sem a necessidade da estrutura de um salão tradicional.
Expansão Digital
A transição para o modelo focado na operação digital busca aproximar a marca da casa do cliente sem alterar a essência artesanal de seu cardápio, que tem na esfiha 90% de sua composição — com cerca de 100 mil unidades vendidas por mês e tíquete médio de R$ 92. Além das quatro unidades físicas e da presença em pontos de São Paulo e região como Santana, Perdizes, Tatuapé, Vila Mariana, Brooklin e Guarulhos, a marca pretende ampliar ainda mais o peso da atuação remota até concentrar a operação no canal.
"Restaurante era sempre focado em endereço, salão, uma experiência presencial. Hoje, as marcas também chegam à casa do cliente. Para nós, o delivery deixou de ser complementar e passou a ser uma forma de pensar o negócio inteiro", explica Waldir Moyses, CEO do Mussa Esfiha.

