Intoxicação por bebidas adulteradas em SP é alerta grave de saúde pública, diz Abrasel
A Abrasel manifesta preocupação com os casos de intoxicação por metanol registrados em São Paulo durante o mês de setembro. A falsificação e adulteração de bebidas são crimes graves contra o consumidor, que colocam em risco a saúde da população e geram prejuízos diretos aos estabelecimentos sérios e comprometidos com a legalidade. A associação alerta também sobre os impactos negativos dos altos impostos sobre os produtos. A orientação é que os estabelecimentos sempre procurem comprar os produtos de distribuidores reconhecidos e confiáveis. Itens com preços baixos, lacres tortos, erros de impressão e odor semelhante a solventes devem ser tratados como suspeita de adulteração, e diante de qualquer suspeita, suspendam a venda de bebida e comuniquem as autoridades. Trata-se de um problema de saúde pública, que exige ação coordenada entre autoridades, setor produtivo e sociedade.
"O combate ao abuso de álcool deve ser feito por meio de educação e campanhas de conscientização, e não por medidas que penalizam o consumidor, especialmente os de menor poder aquisitivo, e favorecem práticas criminosas. As novas gerações já mostram forte tendência à moderação no consumo de bebidas alcoólicas, uma conquista no campo da educação", comenta Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.
Governo Investiga
Na última segunda-feira, (29), as secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP) de São Paulo investigaram três bares e adegas localizados nas regiões dos Jardins e Mooca, em razão da suspeita de comercialização de bebidas adulteradas, que teriam causado intoxicação por metanol. Durante a fiscalização, foram apreendidas 117 garrafas de bebidas sem rótulos e sem comprovação de origem. Além disso, dois dos estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias. Essas ações foram intensificadas em toda a Grande São Paulo. Em setembro, mais de 43 mil fiscalizações foram realizadas em diversos estabelecimentos comerciais, incluindo bares, restaurantes, adegas e distribuidoras de bebidas, nos 645 municípios do estado. Desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol, com suspeita de que tenham ocorrido devido ao consumo de bebidas adulteradas.
Fonte: Exame
