Após pedido da Abraframa, Cade reabre caso de compra de farmácia pelo Mercado Livre
Atendendo ao pedido da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) uma reavaliação sobre a compra da farmácia Cuidados Farma pelo Mercado Livre, o órgão reabriu o caso. O despacho cria um novo processo para investigar se a empresa omitiu informações ao Conselho ao afirmar que não pretende atuar no varejo de medicamentos. A nova frente de investigação vai analisar trocas de e-mails entre a Abrafarma, o Mercado Livre e a própria farmácia adquirida. Se o Cade concluir que a empresa foi imprecisa ou omitiu dados relevantes, a decisão que liberou a operação poderá ser cassada; e o Mercado Livre, multado.
O conselheiro Gustavo Augusto acompanha o caso e volta a tensionar a relação entre a autarquia e o setor farmacêutico. A Abrafarma entende que a entrada do marketplace no segmento regulado pela Anvisa foi mascarado pela compra. O Mercado Livre nega irregularidades e afirma apenas a intenção de operar como intermediário na venda de medicamentos. Em nota, o Mercado Livre esclareceu que o despacho emitido pelo Cade é “apenas um procedimento de Solicitação de Análise de Informações que precisa receber um número diferente de autos”. Ele tem como objetivo analisar as alegações da Abrafarma, com relação às quais o Mercado Livre reitera que são infundadas, e as trocas de e-mails. As informações são da IstoÉ.
