O Amadurecimento do Cash & Carry
Favorecido Pela Crise

Uma operação atacadista,
com foco no transformador e revendedor, foi um dos poucos modelos de negócio a obter
altas taxas de crescimento na crise. Não só pela expansão orgânica, com 50
novas lojas ao longo de 2015, como também pela migração do consumo para
formatos com forte apelo de preço. Não há números consistentes ainda sobre
quanto fatura anualmente, porém, estima-se que o cash & carry fechou o ano
passado com crescimento de 12,1%. A aposta no formato foi fundamental para
muitos grupos conseguirem crescimentos expressivos em 2015.
Aposta no Modelo
Além dos grandes
operadores do modelo, os melhores exemplos vêm dos grupos menores, com
destaque, que evidencia esse movimento, para o Grupo Pereira, dono das redes
Comper, Fort Atacadista e Atacado Bate Forte. A empresa foi destaque no ranking
da Abras deste ano, com a maior taxa de crescimento em 2015, na comparação com
2014. O resultado se deu graças ao crescimento nas vendas com as mesmas lojas do
Fort Atacadista e ao investimento em 3 novas unidades da bandeira. Com isso, o
Grupo obteve crescimento de 33,75% em seu faturamento, que saltou de R$ 2,9 bilhões
para R$ 3,8 bilhões.
Resultados Expressivos
Apesar de a taxa básica
divulgada pela Nielsen ter ficado próxima à inflação, as redes bem
estruturadas, que souberam preservar o foco do cash & carry no shopper
profissional, alcançaram resultados muito mais expressivos. O Assaí, por exemplo,
fechou 2015 com acréscimo de 25,5% em seu faturamento. O Mart Minas foi ainda
melhor, com incremento de 33%. Outra grande varejista que tem ampliado a aposta
no atacado de autosserviço é o Muffato, que prevê um aporte total de R$ 100
milhões este ano em novas lojas do modelo.
