O Desempenho da Proteína no Mercado
Contextualização de Mercado

A evolução desses produtos em suplementos é
um termômetro para o desenvolvimento da categoria no varejo alimentar. Desde
2010, o mercado de Nutrição Esportiva cresce aproximadamente 25% ao ano no
Brasil, sendo que o faturamento no país é de quase 320 milhões de dólares por
ano, conforme dados da Associação Brasileira de Empresas de Produtos
Nutricionais (Abenutri). De acordo com um estudo, realizado há um ano e meio pela Associação, foi detectado que no ano de 2012 houve a maior taxa de
crescimento no mercado de nutrição esportiva no Brasil, chegando a 21%. "Esse
crescimento veio caindo desde então até que, no ano passado, ele se estabilizou. A
estimativa é que em 2017chegue a uma taxa de 15% e para 2018 uma recuperação
dessa taxa até chegarmos a taxa de 2012 em 2021", revela Marcelo Fernandes,
presidente da Associação.
Segundo ele, o aumento está relacionado ao
consumidor que já criou uma demanda sobre esse tipo de produto. "Entendemos que
em função de um poder aquisitivo melhor, por conta da recuperação da crise
econômica, o consumidor tende a voltar a adquirir esses itens. Um segundo ponto
é pela oferta de novos produtos, ela diminui no mercado em função da crise e
agora com a recuperação essa oferta aumenta novamente, então tanto a demanda
quanto a oferta começam a aumentar a partir deste ano com uma tendência de
pico em 2021", conclui. De acordo com dados divulgados pela Fecomercio SP para
o segmento, os produtos à base de proteínas são os campeões de venda, com 65%.
Em seguida vêm os aminoácidos e energéticos, com 15% cada um; e hipercalóricos,
com 5%. Com relação ao perfil do consumidor, 80% são jovens entre 15 e 30 anos;
80% homens e 20% mulheres, das classes de A a D.
A Associação Brasileira dos Fabricantes de
Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri) ressalta,
ainda, que a indústria nacional de suplementos nutricionais alcançou um
crescimento de 10% em sua produção no ano de 2016, com um faturamento em torno
de R$ 1,49 bilhão. "A expectativa é que o mercado cresça no mínimo duas vezes
em mais 4 anos. Para 2017 a projeção é que a indústria nacional de suplementos
nutricionais alcance um crescimento de 11% em sua produção, com um faturamento
em torno de R$ 1,65 bilhão", declara o presidente, SynésioBatista da
Costa.
Enquanto isso, em pesquisa encomendada pela
Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e
Congêneres (ABIAD) sobre o hábito de consumo de suplementos alimentares, 54%
dos lares brasileiros afirmaram ter pelo menos um indivíduo que consome este
produto. Sobre o consumo de suplementos, 75% complementam a alimentação (vitaminas,
proteínas, minerais, etc) e 57% (energia, aumento de massa muscular, entre
outros) buscam promover o bem-estar. O estudo foi realizado em 1007 domicílios
em sete capitais brasileiras, entre março e abril de 2015. Os entrevistados,
47% de homens e 53% de mulheres, com mais de 17 anos de idade, representando
todas as classes sociais.
