As Retrações do Atacado Distribuidor
Cenário de Queda

Dois
dados do ranking divulgado pela ABAD este ano mostram um momento ainda mais
complicado para o setor, que sofre não só com a crise econômica, mas com alguns
fatores de mercado. Em 2015, o setor faturou R$ 218,4 bilhões, com alta nominal
de 3,1% e queda real de 6,8%. Além disso, o dado mais preocupante, numa análise
dos últimos anos, é a participação no setor Mercearil brasileiro. O setor
atacadista fechou o ano com share de 50,6%. O resultado é o pior desde 2004,
quando a participação era de 49,8%.
Perspectivas
Apesar disso, para o ano
de 2016 como um todo, a entidade espera alguma melhora, já que a base de
comparação de 2015 é fraca e há outros fatores que apontam para um cenário mais
otimista. Na avaliação da entidade, "a inflação deve começar a ceder, já que,
com o desemprego em alta e consumo em queda na maior parte do país, os índices
atuais não devem sustentar-se por muito tempo. Com isso, a confiança do
consumidor deve voltar aos poucos e ajudar a aquecer a demanda até o fim do
ano. Por outro lado, com os bons resultados das exportações agrícolas, a
economia das regiões produtoras tende a reagir e gerar mais renda, o que se
reflete no consumo".
Perda Sintomática
Uma das notícias que mais
abalou o setor este ano foi o fim de uma tradicional empresa atacadista. Em
junho deste ano, o União Atacado Distribuidor encerrou sua operação em
Uberlândia (MG), após 50 anos de atividade. O atacadista estava, desde
2013, em processo de recuperação judicial para evitar que fosse decretada a
falência. No Balanço Patrimonial de 2011, a empresa já registrava prejuízo de
R$ 20,8 milhões, segundo o documento de recuperação judicial. Com o nome
de Armazém União, a empresa mudou de formação em 1990, quando passou a se
chamar União Atacado e expandiu suas atividades para outros Estados e chegou a
ter 13 filiais operacionais pelo país.
