Desempenho do E-commerce no Brasil
Alta Constante



No último ano, o varejo digital manteve seu
movimento crescente. Em vendas nominais, a alta foi de 15,3%, atingindo um
faturamento de R$ 41,3 bilhões. Apesar disso, foi a primeira vez que o
crescimento real ficou abaixo da casa de dois dígitos, em cerca de 5%, segundo
dados revelados na 33ª edição do Webshoppers, relatório mais completo do
e-commerce no país, divulgado pela E-bit/Buscapé Company.
Categorias Mais
Vendidas
Uma das provas que a internet
vem quebrando paradigmas é a de que alguns movimentos do e-commerce ao longo de 2015
foram totalmente na contramão do varejo de loja física. Um exemplo: eletrodomésticos e telefonia, que ocupam respectivamente a segunda e terceira
posição no ranking de categorias mais vendidas, registram crescimento de 27% e
45%, enquanto nas lojas físicas a queda tem sido brusca. Em volume, o segmento
de moda e acessórios ficou com a primeira colocação com (14%). O resultado
reflete uma realidade que até pouco tempo atrás era considerada impossível de
acontecer, como a venda de artigos de moda, que hoje lideram o ranking.
Perfil do Comprador
No total, 39,1 milhões de
consumidores realizaram ao menos uma compra no ano passado. Desse montante, 50%
do sexo feminino e 50% do sexo masculino. A idade média do shopper do
e-commerce foi de 43 anos, ficando a participação por faixa etária da seguinte
maneira: Até 24 anos (8%); Entre 25 e 34 anos (23%); Entre 35 e 49 anos (39%);
Acima dos 50 anos (33%). Segundo o relatório, houve uma queda de 4,4% na
participação da classe C e aumento de 3% nas compras da faixa etária acima dos
50 anos. A média de renda do comprador online é de R$ 4.761,00, aponta a
pesquisa.
Distribuição
de Venda por Regiões
Ainda segundo o relatório, a distribuição de
vendas por regiões do Brasil chegou a 37,7%, na capital Paulista, registrando o
maior índice de vendas no ano de 2015. A segunda colocação ficou com Rio de
Janeiro, 12,3%; seguida por Minas Gerais, 12,0% e Paraná, 5,4%. Rio Grande do Sul,
5,3%; Bahia, 3,9%; Santa Catarina, 3,3%; Pernambuco, 2,8% e Distrito Federal, 2,3%,
também aparecerem na pesquisa.
E-commerce Brasileiro Pode Crescer 11% ao ano até 2019
Um estudo da consultoria Bain & Company
projeta que o comércio eletrônico brasileiro pode crescer 11% ao ano até 2019.
Porém, o ritmo de crescimento esperado ainda é menor do que o dos últimos
quatro anos, entre 2011 e 2015, quando o comércio eletrônico brasileiro
registrou alta de 17% ao ano. No Brasil, o E-bit projeta um crescimento nominal
de 8% para o setor neste ano, em relação a 2015, faturando R$ 44,6 bilhões - o
crescimento real esperado é de 2%. Em 2015, o comércio eletrônico brasileiro
movimentou R$41,3 bilhões.
