Com a taxa básica de juros estacionada em 15%, o Brasil entra oficialmente no território do crédito proibitivo. A decisão do Banco Central de manter a Selic nesse patamar, justificada pela persistência da inflação acima da meta, criou um cenário em que o custo financeiro asfixia pequenas e médias empresas (PMEs) ao mesmo tempo em que enxuga o consumo das famílias. Trata-se da maior taxa nominal desde 2016, mas com impacto real amplificado por spreads bancários que chegam a ultrapassar os 20 pontos percentuais no segmento das microempresas.
24/07/25