YouTube expande ecossistema de comércio no Brasil com vertical de Shopping
Nesta terça-feira (30), o YouTube anunciou a ampliação de seu ecossistema de comércio no Brasil. A plataforma vai iniciar a operação local do YouTube Shopping em parceria com os marketplaces Mercado Livre e Shopee, que passam a integrar o Programa de Afiliados. A novidade permitirá que criadores marquem produtos em vídeos, lives, posts e Shorts, direcionando o público diretamente para a compra nos sites dos varejistas. A integração faz parte da chegada oficial do Programa de Afiliados ao país. “O objetivo é aproximar a descoberta de produtos do momento da compra, em múltiplos formatos e dispositivos, inclusive na TV conectada, que já faz parte do hábito de milhões de brasileiros”, diz Fábio Coelho, presidente do Google Brasil. Ele lembra que o Brasil é considerado mercado prioritário para a área de commerce do YouTube, que globalmente já reúne mais de 500 mil criadores afiliados.
Primeira fase
A primeira fase da operação será conduzida por um grupo inicial de criadores que já está testando a integração com produtos do Mercado Livre e da Shopee. A expectativa, segundo Coelho, é de que o acesso seja ampliado para todos os criadores elegíveis ainda em 2025. Com o recurso, os youtubers poderão receber comissões sobre as vendas geradas. “Estoque, logística e checkout ficam com os parceiros. O que a gente tem é uma baita experiência de comportamento de usuários, adquirida ao longo de 20 anos de Brasil, que nos transforma provavelmente no melhor lugar para conectar criadores, marcas e espectadores", afirma Coelho.
Parceiros
A Shopee, que multiplicou por dez o faturamento com live commerce no Brasil, vê a chegada do YouTube Shopping como uma extensão desse movimento. “Estamos entusiasmados em ajudar lojistas brasileiros a se conectarem com criadores e potencializar suas vendas”, afirma Felipe Piringer, head de marketing da companhia. Segundo ele, a integração com o YouTube amplia as possibilidades de monetização ao permitir que influenciadores promovam produtos alinhados aos seus públicos. O Mercado Livre, que recentemente ampliou seu portfólio no país ao ingressar no mercado de farmácias, aposta no social commerce como novo vetor de crescimento. “Nosso sortimento amplo, presença de grandes marcas, segurança e a entrega mais rápida do país garantem condições para afiliados e criadores gerarem renda com confiança”, diz Renata Gerez, head de social commerce.
Novos varejistas na mira
Fábio Coelho afirma que já existem negociações com outros varejistas para a adesão ao programa. “O Brasil tem um ecossistema de varejo riquíssimo, e isso é só o começo.” Segundo o executivo, o modelo será expandido para empresas que não atuam como marketplaces, como fabricantes e marcas diretas. A proposta não substitui o portfólio publicitário, mas oferece novas alternativas de receita. "Ao integrar o Shopping, ampliamos as formas de monetização dos criadores e oferecemos ao mercado soluções que unem entretenimento, influência e comércio", finaliza. As informações são da Exame.
