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Custos São Menores para Operação no E-commerce

Digital é Sobrevivência

Destaque Custos São Menores para Operação no E-commerce
Destaque Custos São Menores para Operação no E-commerce

Texto: Bruna Soares

Os investimentos necessários para operar no e-commerce são menores do que os custos para manter uma loja física. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Vitor Magnani, presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FecomercioSP e da Associação Brasileira Online to Offline, revela quais aspectos devem ser considerados em cada um dos canais. "Para trabalhar no mundo físico, é necessário investir em um estabelecimento e em utensílios para expor os produtos. Há, ainda, custos regulatórios e de manutenção, como alvará de funcionamento e contas de água e luz. Por outro lado, o digital demanda ferramentas que talvez não seriam usadas numa loja física, como acesso à internet, computador e celular."

Hubs Logísticos
Outro ponto considerado mais caro é a mão de obra que as lojas físicas requerem. "No digital, uma pessoa é suficiente para atender os consumidores. Caso o lojista queira abrir filiais, os investimentos aumentam ainda mais no mundo físico." Atenta à expansão estratégica dos negócios, há empresas que transformam algumas lojas em hubs logísticos. "Para o cliente ter uma boa experiência de compra e se tornar fidelizado, o empreendedor precisa ter um processo de venda online rápido e eficiente. Para isso, empresas como o Magalu adaptam suas lojas para entregar pedidos com mais velocidade aos clientes", afirma o presidente. Segundo Magnani, os shoppings também estão nesta transição - mesmo antes da pandemia -, utilizando o espaço do estacionamento.

Protocolos Permanecerão
Para Vitor Magnani, após a pandemia, o mercado ainda terá muitos protocolos de segurança e distanciamento. "Neste sentido, o digital continuará sendo uma questão de sobrevivência para muitas empresas. Antes, a digitalização era vista como tendência ou como estratégia de ampliação do negócio." Magnani lembra que antes da pandemia o e-commerce tinha apenas 6% de penetração no varejo de todo o país e 5% dos restaurantes ofereciam delivery. "Os canais têm formas de comunicação muito diferentes, mas, ultimamente, há aspectos do digital que têm sido adotados no físico, como a experiência do consumidor, focada em plataformas simples e atendimento sem atritos", finaliza.

26/05/2020

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Escrito por Bruna

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