Pular para o conteúdo
Exclusivo GiroNews
Imagem destaque: Agentes autônomos devem ser a próxima evolução do varejo, aponta Wake
Créditos: Divulgação

Agentes autônomos devem ser a próxima evolução do varejo, aponta Wake

  Tecnologias de inteligência artificial e estratégias de retail media já fazem parte de uma nova realidade do e-commerce, mas há outras evoluções à vista. “A IA deve estar cada vez mais presente nas operações, assim como nas inovações e na construção do produto. E o retail media se tornou uma outra forma do varejo conseguir rentabilizar a audiência que ele tem”, analisa Tiago Girelli, diretor de commerce da Wake, empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para o varejo, indústria e outros segmentos. Para o executivo, a próxima evolução do varejo deve vir do uso de agentes autônomos (sistemas de IA que agem e tomam decisões de forma independente). “Eu acho que eles vão mudar a forma como a qual é feita a compra, como nos comportamos e como somos atendidos. Essa deve ser uma extensão da IA como ferramenta.” 

 

Agentes autônomos na prática 

  A nova tecnologia já tem ganhado algumas iniciativas em empresas como Microsoft, Mastercard e OpenAI. A Microsoft inseriu a IA na evolução de seu programa Security Copilot, para auxiliar em áreas como phishing, segurança de dados e gerenciamento de identidade. Nesse caso, os agentes podem fazer a triagem de alertas de phishing, monitorar novos usuários e resolver problemas de configuração de aplicativos, entre outros. Outro exemplo é o Mastercard Agent Pay. A solução possibilita que agentes façam pagamentos em nome dos usuários, após seu registro e verificação no programa. A OpenAI também lançou um conjunto de ferramentas para que empresas criem agentes de IA. O destaque é a Responses API, que permite a criação de agentes capazes de realizar buscas na web, navegar em sites e processar arquivos internos.    

 

Comércio unificado 

  Outro conceito que deve ganhar força no setor é o comércio unificado, que deve ajudar as empresas a entenderem melhor o perfil de seu consumidor e aprimorarem sua oferta. “O conceito de comércio unificado é ter, dentro da mesma plataforma, todos os touchpoints que a gente imagina para que o consumidor esteja conectado. Nós precisamos dessa conexão para entender melhor o perfil dessa pessoa e trazer a melhor oferta para ela”, acrescenta Girelli, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News. Para a Wake, o Brasil tem se destacado em alguns setores, como a parte de pagamentos e ominicanalidade. “Nós queremos ser vanguardistas nesta questão de trazer novos produtos e queremos liderar isso no futuro do varejo. Temos um espaço bem grande para crescer digitalmente no Brasil e as oportunidades são infinitas”, completa. 

  

Atuação no e-commerce 

  Segundo o executivo, a vertical de commerce se tornou o coração da empresa, agindo como a base de todo o sistema. “Hoje, o e-commerce representa muito mais do que a metade da nossa vertical”, afirma Tiago. No cenário digital, a Wake prioriza investimentos em tecnologia, novas funcionalidades, inteligência artificial e criação de novos produtos. “Nós acabamos de lançar a Agenda do Vendedor, que faz com que a loja física participe da venda online. Na loja virtual, caso o consumidor abandone o carrinho, este carrinho abandonado será convertido para um vendedor de loja física que poderá reestabelecer o contato com esse cliente. E a inteligência artificial é usada em todo esse processo”, finaliza o diretor.

22/09/2025

Compartilhar

Notícias em destaque