Rede Novo Varejo dá poder de barganha para supermercados de vizinhança na Bahia
Uma estrutura com redução de taxas de cartões, treinamento de colaboradores e empreendedores, aplicativo de relacionamento com o consumidor e private label. Esses são alguns dos pilares oferecidos pela Rede Novo Varejo Supermercados aos empresários associados. Com 56 lojas em Salvador, Grande Salvador e interior da Bahia, a empresa teve a adição de 5 unidades neste ano, sendo que 4 estão em processo de transformação. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, Reginaldo Costa, CEO da rede, revela que uma das vantagens é o ganho de escala na negociação com fornecedores, para que os supermercadistas consigam preços mais baixos. “A marca traz benefícios como negociação coletiva, estrutura de marketing, tecnologia e de compras, mas o associado não é considerado sócio. Ele permanece independente com a gestão do seu negócio.”
Mudança de bandeira
Na conversão para Novo Varejo, as lojas de vizinhança passam por uma reformulação com a inclusão da nova bandeira na fachada. O trabalho também inclui melhoria do layout, reposicionamento de produtos, treinamento de funcionários e adequação de padrão de comunicação visual. “Nós buscamos lojas que não teriam condições econômicas de participar de uma rede mais estruturada. São lojas que têm faturamento médio de R$ 300 mil a R$ 2 milhões, acima de 2 checkouts e mix de 3 mil a 6 mil itens”, detalha Reginaldo. Uma das características da rede é o estímulo à regionalização. Segundo o CEO, 80% dos produtos são de fornecedores regionais, para que cada supermercadista tenha flexibilidade de se adaptar ao seu público. Já os produtos negociados pela rede representam apenas 20% do sortimento, apesar de gerarem de 70% a 80% das vendas. Além disso, há um foco em sustentabilidade, com o estudo de soluções de preservação do planeta, redução de plásticos e poluição.
Projeto de expansão
No próximo ano, o Novo Varejo quer explorar mais oportunidades no Nordeste, experimentando estados próximos à Bahia. “Dentro de 5 anos, a previsão é chegar a 5 mil lojas no Brasil, em todos os estados”, antecipa Reginaldo. Já em 2024, o parque de lojas deve ser ampliado para 100 operações. Com faturamento médio de R$ 322 milhões nas lojas e crescimento de 11% em 2023, a rede prevê superar R$ 550 milhões neste ano, baseada na inserção de novos associados. “Estamos buscando construir uma plataforma multisserviço para o dono de supermercado de bairro. Queremos automatizar processos comerciais e a nossa relação com o associado. Entendemos que para potencializar o negócio do supermercadista de bairro, devemos ter ferramentas de automação que facilitem a relação com a indústria.” Para o CEO, a geração de valor e a fidelização do fornecedor trazem ao pequeno varejo a possibilidade de receber incentivos. Com isso, o segmento ganha vantagem para competir no mercado.

