Pular para o conteúdo
Imagem destaque: Com prejuízo de R$ 572 milhões, GPA aponta ‘incerteza relevante’ sobre sua continuidade operacional
Créditos: Divulgação

Com prejuízo de R$ 572 milhões, GPA aponta 'incerteza relevante' sobre sua continuidade operacional

  Em seu balanço de resultados do quarto trimestre de 2025, o GPA informou que há "incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia". O grupo registrou prejuízo líquido de R$ 572 milhões no quarto trimestre, 48,2% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 5,11 bilhões, com queda de 2% na comparação com 2024. Já as vendas totais da companhia chegaram a R$ 5,6 bilhões, o que representa um recuo de 0,4%. No conceito mesmas lojas, as vendas aumentaram 2,7%.


Déficit no capital

  O GPA também registrou déficit de R$ 1,2 bilhão no capital circulante líquido em 31 de dezembro de 2025. O quadro é resultado principalmente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026, no valor de R$ 1,7 bilhão. A empresa afirma que está adotando medidas como negociações para alongamento de prazos de dívidas financeiras, mas ainda não tem contratos firmados para renegociação das dívidas e vendas de créditos tributários.


Planos para o ano

  “O quarto trimestre apresentou melhora em indicadores operacionais, com margem EBITDA Ajustado de 10%, redução do prejuízo líquido e avanço na geração de caixa operacional. Esses resultados refletem os primeiros impactos da agenda de eficiência implementada no final do ano e reforçam o potencial da performance da companhia ao longo de 2026”, afirma Alexandre Santoro, CEO do GPA. Segundo o executivo, a prioridade da gestão segue sendo o endereçamento da estrutura de capital. Além das negociações para adiamento dos vencimentos de dívidas, outro foco é a execução do plano de eficiência, com racionalização do Capex, simplificação da estrutura organizacional e maior disciplina na alocação de recursos. 


“Nossa atuação está concentrada em três frentes claras: geração de caixa operacional, disciplina financeira e aprimoramento da experiência do cliente. Nessa agenda, mantemos uma atuação próxima e construtiva com nossos fornecedores, parceiros fundamentais para a entrega da nossa proposta de valor. Estamos simplificando estrutura e processos, com redução de despesas e ganhos de agilidade, para tornar a Companhia mais eficiente e competitiva”, conclui Santoro.

25/02/2026

Compartilhar

Notícias em destaque