Consumo nos lares acumula alta de 2,71% em 2026
O consumo nos lares brasileiros acumulou alta de 2,71% de janeiro a agosto de 2026, segundo monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em agosto, o indicador avançou 2,69% na comparação com o mesmo mês de 2025. Na comparação mensal, o consumo cresceu 2,21% de julho para agosto, mantendo a trajetória positiva, embora em ritmo inferior ao registrado na passagem de junho para julho, quando houve alta de 3,01%. Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e contemplam todos os formatos de supermercados. “A queda dos preços de alguns alimentos reduz a pressão sobre o orçamento destinado ao abastecimento dos lares. Esse movimento, combinado aos indicadores favoráveis do mercado de trabalho e ao avanço da renda em relação ao ano anterior, contribui para manter o consumo em trajetória positiva, ainda que o avanço de agosto sobre julho tenha sido mais moderado que o registrado na passagem de junho para julho”, analisa o vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan.
Cesta Abrasmercado recua
O índice Abrasmercado, que acompanha os preços de 35 produtos de largo consumo, registrou queda de 0,57% em agosto, passando de R$ 841,95 para R$ 837,14. Foi a terceira retração mensal consecutiva, após quedas de 0,28% em junho e 1,24% em julho. No acumulado do ano, a cesta registra alta de 4,60% e, em 12 meses, de 4,01%. Entre os produtos básicos, caíram o feijão (-4,82%), o café torrado e moído (-1,86%), o açúcar refinado (-0,89%) e a massa sêmola de espaguete (-0,24%). Já o leite longa vida (+1,78%), o arroz (+1,34%) e o óleo de soja (+0,48%) tiveram alta. Entre as proteínas, o corte traseiro bovino avançou 1,42% e o dianteiro, 0,64%, enquanto ovos (-4,15%), pernil (-1,30%) e frango congelado (-1,02%) recuaram.
Variação regional
Todas as regiões registraram queda no valor médio da cesta Abrasmercado em agosto ante julho. O Nordeste teve a maior retração, de 1,50%, com a cesta passando de R$ 763,08 para R$ 751,61. No Centro-Oeste, a queda foi de 0,54%; no Sudeste, de 0,44%; no Norte, de 0,13%; e no Sul, de 0,12%. Já a cesta de 12 produtos básicos teve alta de 0,09% no mês, para R$ 356,76, acumulando avanço de 4,81% no ano. O Sul registrou a maior alta regional, de 1,04%, enquanto o Centro-Oeste foi a única região com queda, de 0,11%.
