Para Abras, venda de remédios representa "evolução estratégica do varejo alimentar"
Após ser sancionada a lei que autoriza a venda de remédios em farmácias e drogarias instaladas em supermercados, a Abras afirma que a medida é uma evolução estratégica do varejo alimentar, que passa a integrar de forma estruturada a jornada de saúde e bem-estar do consumidor. Segundo a entidade, a decisão encerra um ciclo de debates de mais de 30 anos. "O setor supermercadista reúne cerca de 424 mil lojas e atende milhões de consumidores diariamente, o que pode ampliar o acesso a medicamentos, sobretudo em regiões com baixa oferta de farmácias", afirma a entidade.
Para João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados, a lei trará mais conveniência ao dia a dia dos brasileiros, com farmácias no local onde as famílias já fazem suas compras. "A medida acompanha uma realidade clara: o Brasil está envelhecendo, a demanda por saúde cresce e o consumidor busca soluções cada vez mais práticas e integradas. Ao mesmo tempo, o avanço do bem-estar e da prevenção já faz parte da rotina das pessoas. Com a presença dos supermercados em todo o país, essa iniciativa tem potencial de ampliar o acesso à saúde de forma significativa", destaca o dirigente.
Impactos esperados
Com a sanção presidencial, a regulamentação e a implementação do modelo devem avançar nos próximos meses, sob acompanhamento de órgãos sanitários e reguladores. A expectativa do setor é que a medida aumente a concorrência no mercado farmacêutico, com potencial redução de preços ao consumidor final, além de impulsionar a diversificação de receitas no varejo. Os supermercadistas preveem, ainda, o estímulo a categorias de produtos voltadas à prevenção e longevidade nos pontos de venda.
