Sororitê Potencializa Startups Criadas por Mulheres
Empreendedorismo Feminino


Texto: Júlia Pestana
Lançada em abril de 2021,
a Sororitê, rede de investidoras anjo comprometidas a investir em empresas de
estágio inicial fundadas por mulheres, contabiliza cerca de R$ 800 mil a R$ 1
milhão em aportes. Em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News, a cofundadora
Erica Fridman Stul revela que, atualmente, a rede possui 50 investidoras.
"Somos uma plataforma de educação, onde mais mulheres aprendem sobre a
modalidade anjo e podem ter um ambiente seguro para trocar experiências." As
captações promovidas pelas investidoras anjo participantes da Sororitê variam
de R$ 500 mil a R$ 3 milhões para rodadas pre-seed ou seed. A inciativa, também
idealizada por Flavia Mello, adota três critérios de cadastro da empreendedora.
Jornada da Empreendedora
Segundo Erica, é
necessário que a startup esteja de acordo com a tese, ou seja, que o gênero
feminino tenha 40% do cap table da empresa; o negócio deve ser focado no
desenvolvimento do mercado latino-americano; e a empresa deve estar operante.
Após isso, há um encontro com 3 investidoras da comunidade para perguntas sobre
o pitch deck (apresentação da startup), um pitch com toda a comunidade e, por
fim, as interessadas fazem uma reunião para aprofundar o negócio. "Já vimos 130
startups, dessas 18 foram para pitch e, deste número, 6 foram investidas. A
partir de uma análise empírica, o que as seis têm em comum é o propósito. Se a
empresa já está redonda e ainda traz um impacto positivo para a sociedade, a
chance já vingar é bem maior entre as mulheres", analisa a cofundadora.
Metas para 2022
Neste ano, Erica conta que a meta é ter
100 mulheres investidoras na rede e, considerando os dois próximos anos, ter de
R$ 8 milhões a R$ 10 milhões de investimentos em startups fundadas por
mulheres. "É importante estar em grupo e ter vários olhares, se não o
investimento de risco vira de ultra risco", afirma. Hoje, a modalidade de
investidoras anjos representa, no Brasil, apenas 13% do total, segundo estudo
realizado pela Anjos do Brasil. "Nós queremos ser esse lugar onde a investidora
possa escolher onde quer colocar o dinheiro em um negócio de outra mulher, que
tenhamos outros produtos para oferecer. Mas, por enquanto, estamos na fase de
empoderar e incentivar que a mulher possa gerir seu próprio capital", finaliza
Erica.
