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Imagem destaque: Fim da escala 6×1 impõe riscos aos lojistas de shoppings, aponta ABLOS
créditos: Reprodução / Tripadvisor

Fim da escala 6x1 impõe riscos aos lojistas de shoppings, aponta ABLOS

  A ABLOS (Associação Brasileira de Lojistas Satélites de Shoppings) divulgou um posicionamento manifestando preocupação com a proposta de fim da escala de trabalho 6x1. "Embora o bem-estar do trabalhador seja um valor importante, a entidade alerta que a medida, se aplicada sem considerar as particularidades do varejo físico, pode causar um aumento insustentável nos custos operacionais e o fechamento de unidades em todo o país", comenta a entidade. A associação destaca que modelos de transição, como a adoção da escala 5x2, podem ser debatidos, mas que a redução mais profunda das jornadas, a exemplo da escala 4x3, sem mecanismos de ajuste salarial ou de produtividade, compromete a sustentabilidade das operações e se mostra economicamente inviável para o setor produtivo.


Disparidade tecnológica

  Um dos pontos levantados pela ABLOS é que, enquanto o varejo físico depende da presença humana constante para cumprir o horário dos shoppings, as grandes plataformas de e-commerce e sites internacionais operam com alto nível de automação e robótica. "Gigantes do e-commerce utilizam robôs para escalar vendas. O lojista de shopping trabalha com pessoas. Impor uma escala reduzida sem redução de salário ao comércio físico, que não tem como substituir o atendimento humano por máquinas, é ampliar a concorrência desleal com o digital, que não gera os mesmos empregos presenciais nas cidades", afirma Mauro Francis, presidente da ABLOS.


Inflexibilidade de horários 

 Além disso, outro ponto é a inflexibilidade de horários e custos. Diferente de outros setores que podem ajustar turnos, o varejo de shopping opera sob contratos geralmente das 10h às 22h. "A redução da jornada sem ajuste nos salários obrigaria o lojista a contratações imediatas para cobrir escalas, elevando o custo da folha de pagamento em índices de 6% a 18%, segundo dados da FGV/IBRE, sem ganho de produtividade", afirma a ABLOS.


Propostas

  Entre as alternativas defendidas pela associação estão a adoção de negociações coletivas que permitam ajustes progressivos e a alteração dos pisos salariais para que sejam calculados por hora de trabalho. A entidade também sugere a implementação de compensações flexíveis, escalas diferenciadas para picos de movimento e medidas de estímulo à produtividade por meio da modernização de processos e qualificação profissional.



25/02/2026

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