Fusão entre Petz e Cobasi cria companhia com R$ 7 bilhões de faturamento, mas empresas deverão vender 26 lojas
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a fusão entre Petz e Cobasi, mas impôs uma condição: as empresas terão que abrir mão de 26 lojas localizadas no estado de São Paulo, que representam 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre. Juntas, as empresas possuem 274 lojas em São Paulo, sendo 125 da Petz e 149 da Cobasi. A combinação de negócios será implementada por meio da incorporação das ações da Petz pela Cobasi, tornando-se subsidiária integral. Os acionistas da Petz receberão 52,6% das ações da nova empresa, e os acionistas da Cobasi, 47,4%.
Resultados da fusão
A companhia formada na fusão deve contar com 483 lojas, cerca de 20 marcas e um faturamento de R$ 7 bilhões no varejo voltado a produtos para animais de estimação. O presidente executivo deve ser Paulo Nassar, cofundador e CEO da Cobasi, enquanto Sergio Zimerman, fundador e CEO da Petz, se tornará presidente do conselho. As duas empresas alegam que a operação tem como objetivo permitir capacidade de redução de preços ao consumidor, melhor atendimento e um portfólio mais completo de produtos e serviços, por meio da combinação do parque de lojas e e-commerce, aumentando a capilaridade de PDVs e entregas.
Conclusão sujeita à condições suspensivas
A conclusão da operação está sujeita ainda à verificação ou renúncia das condições suspensivas pelos respectivos conselhos de administração. "A combinação das duas empresas fortalece a capacidade de investimento, amplia a eficiência operacional e cria condições para acelerar a inovação, a expansão do atendimento e a oferta de produtos e serviços de ainda mais qualidade em todo o país", disseram as companhias, em nota conjunta.
Petlove critica decisão
A Petlove, terceira maior varejista do setor de pet shops no Brasil, se mostrou insatisfeita com a decisão e afirmou que a condicionante de venda de 26 lojas no estado de São Paulo não é remédio suficiente para criar um rival efetivo capaz de equilibrar a competição no mercado. "A empresa resultante, com mais de R$ 7 bilhões de faturamento, terá uma escala e um domínio territorial impossíveis de serem replicados por qualquer outro player. Não existe concorrente do mesmo porte", criticou a varejista.
