Em reestruturação, Casas Bahia vê melhora operacional, apesar de prejuízo bilionário
O Grupo Casas Bahia iniciou 2026 ainda no vermelho, mas manteve os sinais de melhora operacional em meio ao processo de reestruturação. No balanço do 1° trimestre, a companhia reportou um prejuízo líquido de R$ 1,064 bilhão, acima da perda de R$ 408 milhões registrada no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado, indicador que mede o desempenho operacional sem efeitos financeiros e contábeis, somou R$ 597 milhões de janeiro a março, crescimento de 4,7% na comparação anual.
Avanço na receita
A receita líquida avançou 6,1% no período, para R$ 7,416 bilhões, impulsionada principalmente pelo desempenho do e-commerce próprio, que cresceu 26,4% no trimestre. Já as parcerias com marketplaces registraram decréscimo de 3%, totalizando R$ 1,780 bilhão. Nos primeiros três meses deste ano, o volume bruto de mercadorias (GMV) consolidado somou R$ 11,2 bilhões, o que representa um crescimento de 5% na comparação anual. Em lojas físicas, o GMV foi de R$ 6,193 bilhões, queda de 1,6%. O resultado, contudo, é considerado estável pela varejista, especialmente considerando o fechamento de 26 lojas nos últimos 12 meses.
Melhora da estrutura de capital
Na frente financeira, a companhia também destacou a melhora da estrutura de capital. A dívida líquida ajustada encerrou março em R$ 1,248 bilhão, redução de 68% em relação aos R$ 3,911 bilhões registrados um ano antes. Com isso, o índice de alavancagem financeira, medido pela relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda, caiu de 1,8 vez para 0,5 vez em 12 meses. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, porém, houve leve aumento da dívida, que estava em R$ 1,129 bilhão. As informações são da Exame.
