Diretor do Magazine Luiza Comenta Cenário
Desafios Logísticos


Em entrevista ao Portal Giro News, Ricardo Ruiz Rodrigues,
Diretor de Logística do Magazine Luiza, fez duras críticas ao custo cada vez
mais oneroso na distribuição de produtos em território nacional, principalmente
em relação aos dissídios dos caminhoneiros. "Esses dissídios ficam na ordem de
8% a 9%, ou seja, anualmente nós lidamos com uma correção acima da inflação. Do
lado da ponta dos produtos você não consegue repassar nem metade disso.
Isso preocupa, porque uma hora que a coisa vai estourar e o mercado vai ter que
inflacionar um pouco mais para poder fazer uma correção", criticou Ricardo durante debate promovido pela CeMAT South America.
Hora de Melhorar a Operação
Rodrigues afirmou que, a questão dos custos logísticos junto
a um cenário econômico mais desafiador, obrigam as empresas a olharem com muita
atenção para seu negócio, buscando uma operação mais rentável e segura. "Nossa
maior ameaça para esse ano é executar nosso plano de vendas. O que a gente está
fazendo internamente é alinhando custos ao tamanho de venda, não carregando
custos fixos desnecessariamente. Estamos crescendo, mas esse semestre está mais
difícil. Para o segundo a gente está mais otimista.", explica Ricardo.
Estratégias
Para lidar com a situação sem prejuízos, Ricardo orienta que é preciso integrar
toda a cadeia para aproveitar as brechas e não ter de repassar tantos custos
aos consumidores. "Você sofre pressões de aumento de custos na cadeia de todos
os lados e toda hora. Uma hora é o combustível que sobe, aí o seu frete de
distribuição fica caro, outra hora o IPI da indústria reduz, e você aproveita o
benefício, mas depois aumenta de novo. Olhando a cadeia toda você consegue faz
uma compensação. Você mexe no seu mix de olho no que o consumidor está
priorizando, tenta fazer com que aqueles fatores de custo cresça o mínimo
possível, chama o transportador para conversar para reduzir um impacto de 8% no
transporte para 4%. Você trabalha o lado produto e lado otimização da cadeia",
concluiu.
Investimentos
Sem revelar como serão feitos os investimentos da rede ao longo do ano, Ricardo
afirmou que a expansão não para, explicando que o momento é de negociar. "Os
consumidores estão mais cautelosos e seletivos, mas não parados. E isso que é
importante. Aproveitar o momento para negociar um bom preço, um prazo de
pagamento diferenciado, especialmente agora no primeiro semestre para conseguir
segurar os resultados. Assim, quando o mercado der um sinal de aceleração e
você já está com a primeira marcha engatada e pronto para continuar crescendo e
seguindo em frente", encerra o executivo, que falou ainda que ainda para 2015,
novos centros de distribuição estão previstos para serem inaugurados, sem
revelar quantos e em quais regiões.