Utility Token? Live Commerce? Voz? Conheça as Tendências do Varejo Digital Para 2021
*PorCássioRosas
O mundo mudou de 2020 para cá, não há dúvida. O que funcionava
antes da pandemia de covid-19 se tornou obsoleto diante das
transformações nos consumidores e nas próprias empresas. Nesse
sentido, ficar atento às tendências digitais torna-se questão
estratégica para o varejista que deseja se destacar em seu segmento.
Não dá mais para ignorar a força das ferramentas digitais tanto
para as vendas quanto para o relacionamento. Não importa o porte, o
nicho ou o investimento que cada empresa tem à disposição. A
melhor alternativa para sair desse período de instabilidade e
estruturar a base de crescimento no futuro é apostar no que o
mercado oferece de melhor. Confira as cinco tendências esperadas
para o varejo digital em 2021:
1 - Utility tokens como pagamento e
relacionamento
O próprio ato de pagar por suas compras não é mais
o mesmo. Hoje, mais do que estabelecer uma relação de troca (em que
a pessoa dá determinado valor financeiro por um produto ou serviço),
a iniciativa precisa estimular o relacionamento com o consumidor. A
melhor forma para isso é utilizar utility tokens, uma espécie de
moeda digital que também funciona como plataforma de marketing.
Imagine, por exemplo, engajar os usuários a ponto de eles
compartilharem anúncios da marca em suas próprias redes sociais em
troca de moedas digitais que podem ser revertidas na compra de novos
produtos. É uma tendência que vai ao encontro do novo momento
vivido pelo varejo.
2 - Live commerce
As lives invadiram 2020 por
conta da pandemia de covid-19. Contudo, mais do que entreter os
usuários com shows ao vivo e entrevistas de seus artistas e
celebridades preferidos, revelaram-se também uma ótima opção de
vendas. Foi o e-commerce chinês que apresentou essa novidade ao
mundo. O grupo Alibaba usou da ferramenta para impulsionar as vendas
no "Dia do Solteiro" (11 de novembro de 2020). Nesse conceito, a
marca utiliza a ferramenta de lives em redes sociais para divulgar
suas promoções e, assim, engajar os consumidores. A estratégia
está dando certo e rapidamente se espalhou pelo mundo.
3 -
Diversos canais
Ficar restrito a um único canal de vendas não é
mais uma alternativa. A grande maioria das lojas físicas sentiu na
pele essa necessidade com o surgimento do novo coronavírus. Hoje, o
varejo precisa estar onde seu consumidor estiver. Se uma parte
considerável de seu público utiliza redes sociais para se informar,
pesquisar e comprar, então é essencial que seu negócio esteja
nessas plataformas. Isso faz com que o omnichannel finalmente seja
realidade no mercado brasileiro, com a integração de canais sendo
uma estratégia essencial para quem quiser sobreviver nos próximos
anos.
4 - Personalize toda experiência
Aquele consumidor que
aceita a primeira oferta que aparece sem contestar nada não existe
mais. Não é de hoje que a personalização é um dos conceitos mais
importantes na estrutura do varejo. A questão é que a intensa
digitalização ocorrida em 2020 com a pandemia de covid-19 fez esse
assunto crescer exponencialmente. Com a integração bem-sucedida de
canais, a pessoa quer receber uma experiência personalizada em todos
os pontos de relacionamento com a marca. Se ele entrar em contato,
espera ter sua dúvida solucionada sem ter que repetir o ocorrido. Ao
clicar em anúncios, quer receber campanhas que realmente atendam a
seus interesses e desejos. É preciso ter uma visão completa do
cliente - o que só é possível com o uso inteligente dos dados.
5 - Voice commerce
Os assistentes pessoais desenvolvidos a partir
da inteligência artificial realmente se mostraram uma ferramenta
bastante útil aos usuários. Do agendamento e lembrete de reuniões
às ligações e mensagens, eles agilizam a rotina - e agora estão
aptos a fazer compras para esse público. Diversas lojas virtuais já
estão adaptando suas estruturas para que essa funcionalidade possa
ser aceita em transações. Basta falar um oi para Alexa, Siri,
Google, Cortana, etc. e confirmar a compra. A ferramenta é tão
poderosa que pode movimentar incríveis US$ 40 bilhões até 2022,
segundo projeção da OC&C Strategy Consultants.
*Cássio Rosas
é head de Marketing e Estratégia da WiBOO, utility token que
promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores
por meio de moedas digitais.
28/04/2021
