Quais os Desafios do Lojista em Sua Transformação Digital?
*PorErick
Melo
Vivemos
numa nova era, em que o digital é premissa essencial para as empresas,
especialmente as do varejo, que passam por um momento de grande disrupção. Ao
contrário da instabilidade que abalou praticamente todos os setores econômicos
mundialmente, o comércio eletrônico cresceu de forma exponencial, em patamares
jamais vistos anteriormente.
Só
entre os meses de abril e junho, 5,7 milhões de usuários fizeram sua primeira
compra pela internet. Um estudo da McKinsey & Company apontou que 40% dos
brasileiros estão fazendo e pretendem fazer mais compras online durante e
pandemia, diminuindo idas às lojas físicas.
Sob
a ótica dos lojistas, o total de compras online foi de 82,8 milhões no segundo
trimestre de 2020, o que representa um crescimento de três dígitos - 112,3% -
em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados de uma pesquisa
da Neotrust.
Em
um país de dimensões continentais e que ocupa o 4º lugar no ranking mundial com
maior número de usuários de internet, o grande objetivo das empresas é investir
no omnichannel, modernizando todo o
processo, por meio da integração dos canais físico e digital. E para que essa
transição aconteça, é preciso ter em mente que a tecnologia não fará essa
mudança sozinha. É necessário que as empresas mudem seu mindset, ou
seja, que entendam que o consumidor mudou e que, portanto, se não estiverem
atentas às novas demandas e expectativas básicas de compra que ele traz, vão
perder espaço no mercado.
Com
a aceleração do processo digital, potencializado pela pandemia, muitas
organizações estão buscando diminuir a resistência quanto as mudanças. Mas
nenhuma transição acontecerá sem um bom planejamento. As empresas precisam
avaliar como sua operação interna está acontecendo e o que é necessário fazer
para o seu negócio girar, avaliando a estrutura da cadeia de distribuição e
logística. Feito isso, fica claro avaliar se, e com quais empresas é preciso
firmar parcerias, para viabilizar a ida e a consolidação no universo digital.
Hoje
não existe mais a separação da venda online ou física. Tudo é venda, e as
barreiras estão sendo rompidas entre esses dois universos. Definir a
plataforma, as integrações, pensar nos parceiros, e claro, na jornada de
experiência do usuário e do consumidor é fundamental. Vale lembrar que o
processo de venda no eCommerce é sempre o mesmo. O que muda é a forma como o
usuário usará a sua plataforma e como será a experiência dele do início ao fim
da compra.
Toda
empresa de sucesso sabe da importância de ouvir atentamente os clientes, indo
além de entender do que eles precisam - promovendo experiências e criando
relacionamento. Ao estabelecer o foco na experiência do cliente (Customer Experience - CX) como um norte para
toda a organização, ele passa a ser o critério que define também o novo
comportamento para as lideranças, com métricas de avaliação e recompensa às
melhores práticas. A cultura de CX também requer o fim dos silos e o
compartilhamento de dados, estabelecendo que não existe um departamento ou time
responsável pela experiência do cliente, mas sim requer o empenho todos numa
corporação.
Para
desenvolver uma cultura de inovação, a oferta de experiências completas é
imprescindível, tornando o usuário promotor da marca para outros potenciais
clientes. É primordial que, para que uma venda ocorra e seja uma experiência
positiva para o cliente - independentemente do ambiente -, deve-se saber quem
está do outro lado. Portanto, humanizar o processo tecnológico é fundamental
para todo o ecossistema, e claro, vai evitar que cliente tenha uma experiência
negativa e migre para a concorrência.
*Erick Melo éCCO da WEBJUMP.
