O Pós-Venda é o Início da Próxima Compra
*Por Gisele Paula
Temos
visto que o cliente está cada dia mais exigente e as empresas começam a se
despertar para o valor e potencial da diferenciação pelo cuidado com seu
pós-vendas. Além do que, fica cada vez mais claro que ninguém gosta de comprar
de alguém que o trata mal ou que não atenda as nossas expectativas, não é
mesmo?
Mesmo
diante disso, apenas dois terços das empresas têm declarado investir na
experiência do cliente. Mas isso tem um fator histórico: desde os primórdios do
capitalismo, a razão da constituição de uma empresa era criar um bom produto
para ser vendido e, por muito tempo, as companhias foram sendo desenvolvidas em
volta do produto que até então era o centro da atenção do negócio. Com o passar
do tempo as coisas foram mudando, o mercado se transformou, o cliente mudou (e
muito!) e começou a analisar outros atributos, que não apenas o produto, como
seu preço e qualidade, para tomar a decisão de compra.
Em
uma pesquisa da PwC, empresa de consultoria e auditoria, 84% das
pessoas disseram que a experiência é tão importante quanto o produto a ser adquirido.
Dito isso, empresas que até então estavam 100% empenhadas em oferecer o melhor
produto, tiveram que começar a dividir sua atenção em oferecer uma jornada
impactante positivamente, desde a realização da compra até o seu pós-venda.
Cada
vez mais a experiência de compra vem sendo olhada detalhadamente pelas áreas de
marketing e vendas como oportunidades de diferenciação na venda. Muitas
tecnologias veem surgindo - como provadores virtuais, produtos
"materializados" no ambiente físico por meio da realidade aumentada,
integrações entre plataformas, omnicanalidade, liveshops, etc. Mas a minha
provocação é: Quais iniciativas estão sendo realmente utilizadas no pós-venda?
Não
é a implantação de tecnologias que nos distanciam do contato do cliente, o
atendimento automático não vai garantir uma boa experiência no pós compra, pois
ela é fundamentalmente humana. Essa última etapa é o momento que a marca tem
para mostrar a verdade do que foi anunciado antes mesmo de iniciar o seu
atendimento, onde vai ditar o quanto esse cliente está disposto a comprar
novamente e recomendar o seu produto ou serviço.
Por
este motivo, a diferenciação da marca do futuro está aí, na forma como a
empresa realmente se mostra, por meio das suas ações e interações com seus
clientes o quanto ela verdadeiramente se importa e cria conexão. É quando ela
mostra a sua essência, sem rodeio e nem máscaras.
As
empresas que desejam, de fato, prosperar e ir mais longe, precisam
imediatamente incluir nos seus objetivos a experiência do cliente e o colocar
no centro do negócio. Somente assim, será possível gerar um planejamento
estratégico que seja aplicado desde as suas lideranças e, consequentemente,
para toda a empresa, fazendo parte da cultura da organização.
Em
outras palavras, as empresas precisam olhar para o seu público em primeiro
lugar, de cima para baixo e de dentro para fora. Que se comece fazendo o
básico, tratando as dores latentes de seus clientes, mas principalmente no seu
pós-venda. Garanta um atendimento rápido, eficiente e humano, e se fizer isso
com excelência, a empresa estará à frente de muitas que estão no mercado. É
preciso gerar encantamento nos clientes e, daí em diante, ter a certeza do início
de uma próxima compra ou da geração de recomendações. Fica a dica e invista no
seu cliente, ele é a sua melhor propaganda!
*Gisele Paula éCEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz.
