Novas Medidas de Flexibilização Econômica Adotadas Pelo Governo do Estado
*PorAssociação Comercial
de São Paulo (ACSP)
Diante das medidas
anunciadas pelo Governo de São Paulo, que coloca todo Estado - incluindo a
capital - na fase amarela do plano de flexibilização econômica, limitando o
comércio em 40% de sua capacidade, funcionamento máximo do varejo em 10 horas
por dia e com horário de fechamento obrigatório até as 22 horas, a Associação
Comercial de São Paulo (ACSP) esclarece que vai cumprir com seu papel de
orientar os comerciantes em relação a essas novas restrições impostas pelo
Poder Público, de acordo com o Plano São Paulo, desenvolvido no começo da
pandemia. A entidade, no entanto, lamenta as decisões tomadas por entender que:
1) Os comerciantes não
podem ser mais uma vez penalizados, já que estão cumprindo todas as normas de
segurança recomendadas pela Organização MundialdaSaúde (OMS) como o
uso de máscaras obrigatórias para clientes e lojistas, medição de temperatura
na entrada dos estabelecimentos comerciais e utilização de álcool gel para
descontaminação.
2) Os varejistas estão
orientando o público frequentemente a manterem o distanciamento social antes,
durante e depois das compras.
3) Horários e
capacidades restritivas do comércio podem aumentar as aglomerações do lado de
fora das lojas, na medida em que as pessoas, inevitavelmente, sairão de suas
casas para fazer suas compras de fim de ano, aumentando o risco de contágio da
Covid-19. Lembramos que, do lado de fora das lojas, os comerciantes não têm
autonomia para controlar o uso da máscara, o distanciamento social e a
utilização do álcool gel como forma de prevenção.
4) Não há nenhum dado
oficial que comprove a existência de números relevantes de contágio da Covid-19
no varejo entre pessoas.
A Associação Comercial
de São Paulo deixa claro que entendeu como aceitáveis as medidas tomadas pelo
Governo do Estado junto ao comércio, no começo da pandemia, já que a doença era
desconhecida, a Saúde precisava se preparar para receber os pacientes e o varejo
se inteirar sobre as formas de minimizar o risco de contágio da doença. Vale
ressaltar também que, após entender as medidas de segurança, os comerciantes
investiram recursos para a aquisição de materiais de proteção e de prevenção
contra a Covid-19.
Agora, porém, a
entidade acredita que este tipo de atitude não se justifica já que o varejo não
está entre os lugares onde há mais contaminação da doença. A entidade também
entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o
comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia.
Aos comerciantes, a
ACSP deixa claro que vai continuar firme na luta para preservar seus direitos.
