Hipo ou hiper conectados, os consumidores querem ainda mais integração com o digital
*PorAndrea Miranda, cofundadora e CEO daSTANDOUT
Uma coisa é fato:a maneira com que
nós interagimos com a tecnologia ao longo do dia diz muito
sobreocenário no qual estamos inseridos. Ao
abrirosolhos comodespertador no smartphone já vendo as
primeiras notificações, que continuam a chegar ao longo do dia no
smartwatchououtros dispositivos móveis, somos um reflexo da
hiperconexão. Para muitos,otrabalho é realizado em frente a uma
tela de computador eomomento de descanso também.
Entre as quase infinitas notificações, chegam
as ofertas, tãosegmentadas, eoslembretes de tudo que é
preciso compraroucontratar. Nessa realidade,as marcas
estãonavegando entre desafios e potencialidades. Para um consumidor
que está totalmente conectado, as marcas em que ele confia devem estar
presentes nos espaçosdigitais que ele frequenta,oferecendo uma
experiência tãoincrível que abandonar um carrinho de compras é
quase um sacrilégio.
Hoje,é preciso muitomaisdo que
apenas se destacar da concorrência. É preciso realmenteimpressionarosmart
consumerdemonstrando comoonegócio está preparado para
atendê-lo com agilidade, informaçãoe segurança. Essa
transformaçãocomportamental já estava em curso, mas foi acelerada com a
pandemia a partir de 2020.
Nesse período,osnegócios que
nãoestavam preparados para lidar com a hiperconectividade de um smart
consumer foram praticamente obrigados aacelerar seus processos"na
marra". Agora, no cenário pós pandêmico,nãohá escolha e
nãohá retorno, é preciso abraçaroconsumidor do presente
porque ele é quem dita as regras do jogo.Esse é um ponto importante
para refletir:oconsumidor hiperconectado quer estar no centro da
própria experiência de compra, ondeomundo físico
edigitalestãototalmente integrados.
Com a jornada de compra deste shopper
profundamente transformada pelo modo comoqual ele interage com a
tecnologia, é imprescindível que as marcas considerem essa
transformaçãodo comportamento em seusprodutos e serviços, na suapresençadigitale
também noatendimento ao cliente-
provavelmenteoponto de maior importância para impressionar um smart
consumer.
Odestaque vai para aquelas que realmente
conseguirem incorporar as urgentes necessidades desse consumidor com ações que
irãogerar mudanças profundas. Nãohá uma fórmula de sucesso, mas um
bom caminho em direçãoao smart consumer envolvepesquisas,
tomadas de decisãoágeis, constante avaliaçãode resultados e
reestruturaçãodos planos sempre que necessário, usando toda a tecnologia
que por exemplo uma ferramenta de trade marketingdigitalcoloca à
disposição.
E no outro extremodo
consumo?Odesafio segue exatamenteomesmo,ode
se tornarem relevantes e imprescindíveis, para um universo de pessoas que está
recém descobrindo as mídias sociais eaindatateando as suas
primeiras compras digitais. Para este público, a capacidade educacional das
marcas no sentido de formaçãode um shopper consciente e seguro talvez
conte atémaisdo que a experiência proporcionada:
informaçãonunca sai de moda.
Esta é a pedra fundamental que equilibra as
relações entre as marcas eosconsumidores, um misto de
informaçãode qualidade, excelência na experiência e
presença:oBrasil é um país continental eospúblicos
vãode um extremo ao outro no que se refere à conexão, devices e
maturidade.
Uma coisa é certa,as marcas
nãopodem se dar ao luxo de ignorar as profundas mudanças
sociocomportamentais que a tecnologia e as mídias sociais causam.
A conquista do smart consumer é urgente e
vital para negócioscuja venda online representa uma parcela significativa do
faturamento, seja esse
consumidorhipoouhiperconectado.
