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Greve dos Correios: Startup de Logística Dá 10 Dicas para Ajudar Lojistas

*PorFernando Sartori

Com a greve, 86% dos pequenos e médios lojistas poderão ser impactados, segundo levantamento da Loja Integrada.

Deflagrada na noite de segunda-feira, 17, a greve dos Correios, estatal de entregas de correspondências e encomendas, já preocupa lojistas de pequeno e médio porte (PME) com presença online. O grupo depende fortemente da logística da estatal para entregar encomendas aos clientes - oito entre dez varejistas PME dependem desse tipo de transporte,
segundo pesquisa da Loja Integrada, uma plataforma para criação gratuita de e-commerces.

O que fazer para contornar os percalços logísticos ampliados pela greve? Veja dez dicas elaboradas por Fernando Sartori, fundador Uello, uma startup de logística que usa tecnologia para mapear as melhores rotas ao frete urbano para médias e grandes empresas. A startup tem 120 clientes e realiza mais de 5.000 entregas por dia na Grande São Paulo, de marcas como Dafiti, Arezzo, MMartan, Petz, Carrefour e Mary Kay.

1-Avise os clientes sobre a greve e mudanças no prazo
A preocupação com o frete e o tempo de entrega de um produto está entre as maiores preocupações de quem compra em lojas virtuais. As pessoas querem saber quando o produto chegará, como chegará, como está o processo de entrega. Uma boa maneira de evitar prejuízos à marca é informar ao cliente sobre todos os estágios de entrega e esticar o prazo, caso necessário.

2- Invista em agilidade no processo de entrega
O consumidor busca por experiências de compra cada vez mais rápidas e práticas. De acordo com pesquisas da Zendesk, 64% dos consumidores esperam um atendimento em tempo real independentemente do canal e nenhum deles quer repetir suas dúvidas ou problemas a cada vez que entrar em contato com uma loja online. Portanto, se seu cliente já realizou a compra e você não conseguirá enviar pelo serviço dos Correios, o ideal é providenciar uma alternativa de entrega em pouco tempo.

3- Atualize a política de troca e devolução durante a greve
De acordo com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), em recente estudo, 96% dos comércios eletrônicos ainda não fornecem uma experiência adequada aos clientes, entre eles logística reversa, o que gera vários obstáculos para a fidelização. Neste período é ainda mais importante se preocupar com a política de troca e facilitar este processo.

4- Habilite alternativas de entregas
A Uello oferece uma infraestrutura tecnológica que inclui inteligência artificial para a definição das melhores rotas de entrega. Uma das opções para empreendedores que realizam mais de 20 entregas por dia é o modelo de entrega next day (no dia seguinte) ou same day (no mesmo dia). A startup garante uma boa experiência para lojistas e consumidores, uma vez que é possível acompanhar toda a entrega em tempo real e combinar o recebimento. A logtech já conta com mais de 2.500 motoristas parceiros cadastrados e realiza cerca de 5 mil entregas por dia na Grande SP e interior do estado.

5- Compare preços de envios
Existem startups que estão ajudando os lojistas com ferramentas e calculadoras de fretes, como é o caso da Melhor Envio, uma plataforma de gestão de fretes que ajuda empreendedores a otimizarem tempo. Na prática, é possível inserir o tamanho do pacote, peso e destinatário. Em segundos, o resultado aparece com uma tabela com valores e diversos meios de envio, o que facilitará para o empreendedor a escolha do melhor caminho para as suas encomendas. Tudo isso sem precisar dos servidores das transportadoras, ou seja, mesmo que a demanda esteja alta e o sistema de alguma delas caia, as lojas integradas à plataforma continuarão com suas cotações funcionando normalmente.

6- Transforme sua loja em um marketplace ou venda em um
A startup OmniK oferece duas soluções que podem aumentar as possibilidades do empreendedor neste momento. A primeira é inserir sua loja em uma rede de Marketplace e com isso, ter seu produto escoado e entrega estruturada. A outra é transformar a sua loja em uma marketplace, fazendo com que o seu e-commerce esteja em uma rede de soluções para escalar o negócio. Uma vez parte do ecossistema, qualquer loja virtual está automaticamente conectada aos principais marketplaces do mercado e vice-versa.

7- Atente-se às novidades e a normalização
Seja uma fonte confiável nesse momento tão delicado. Isso mostrará o seu interesse em ajudar o consumidor que está buscando informações sobre a situação de greve. O momento exige não só garantir as entregas, mas aumentar a confiança na loja. É possível encontrar atualizações da situação da greve no site dos Correios.

8- Garanta uma experiência pós-venda
A empresa que não avalia ou recebe feedback de clientes não tem inteligência de dados para saber como atingir ou sensibilizar este usuário. Neste momento de instabilidade, a marca pode ser prejudicada por possíveis atrasos, por isso é importante evidenciar que a empresa está utilizando todos os meios possíveis para garantir a satisfação do cliente.

9- Gerencie riscos e fornecedores
Entenda que o cenário de vendas, de fornecedores e transportadores está instável neste momento. Prever problemas e pensar previamente em riscos operacionais - planejamento - é a melhor forma de se adaptar à situação. Tendo isso em mente, converse com seus fornecedores e tenha planos alternativos para casos de emergência.

10- Habilite opção de retirada ou drive thru
Em alguns casos, o consumidor se interessa em retirar o produto no local e essa pode ser uma alternativa emergencial durante a greve da estatal. No caso das capitais, a entrega pode ser combinada em pontos como estações de metrô ou shoppings e praças. Caso a loja tenha estrutura física, o drive thru também pode ser uma opção para os consumidores que desejam retirar a mercadoria de carro.

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Fernando Sartori é fundador da startup de logística Uello.

24/08/2020

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