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Entenda a Categoria de Desinfecção e a Inteligência para Executá-la no Varejo

*Por Eduardo Bezerra

Os brasileiros já enxergavam a limpeza como uma maneira de deixar os ambientes em que moram, estudam e/ou trabalham mais agradáveis, mas, com a chegada da pandemia da Covid-19, os hábitos de higiene e limpeza se intensificaram. Uma pesquisa do Datafolha realizada com paulistanos em julho de 2020 mostra que 36% dos entrevistados aumentaram o consumo de produtos de limpeza durante a quarentena.

E, mais do que manter os lugares limpos, surgiu a necessidade de desinfetá-los. Durante a pandemia, os consumidores estão mais atentos à categoria de produtos para desinfecção - itens práticos, indicados para uso em multissuperfícies, de multi-formatos (principalmente aerossol e lenços), e que são eficazes em eliminar vírus e bactérias. Mas, de que maneira esta tendência de consumo foi traduzida no varejo?

A categoria de produtos para desinfecção já estava em crescimento e, com a pandemia, teve um salto gigantesco de vendas. Em meio a este cenário, tornou-se essencial destacar os desinfetantes no varejo. Afinal, os consumidores estão propensos a pagar mais por estes produtos por conta de seus benefícios.

Com o rápido desenvolvimento da categoria, fica claro, então, que os consumidores precisam identificar os itens de desinfecção nos pontos de venda de forma prática. É nessa hora que fica ainda mais evidente a importância do gerenciamento de categoria (GC) para maximizar a performance do canal.

Devemos entender o GC não como uma prática ou processo, mas como um conhecimento que pode e deve ser aplicado em qualquer varejo independentemente do seu tamanho ou formato. Com isso em mente, podemos elencar algumas recomendações de GC importantes para o segmento de desinfecção. São elas:

- Entenda o papel da categoria para o seu canal. No caso de um canal farma, além do álcool gel para as mãos, há espaço para trabalhar uma solução mais completa de compra oferecendo desinfetantes em formatos de aerossol e lenços. Já no canal alimentar, é possível disponibilizar uma variedade de produtos ainda maior, como o desinfetante líquido, por exemplo.


- Para o canal farma, separe uma ponta de gôndola de boa visibilidade para a categoria, de preferência próxima ao álcool gel antisséptico para as mãos, pois é o item com maior demanda no momento (gerador de fluxo), além de servir como âncora para a criação de uma cesta de compra de produtos de cuidado e proteção.


- Já no canal alimentar, a categoria deve ser executada em uma gôndola própria para desinfetantes, pois dessa forma é mais fácil do consumidor se localizar na hora da compra. Reserve algo em torno de 40% do espaço da gôndola para os produtos de desinfecção.


- Defina quais são as marcas de produtos com ação de desinfecção que serão expostas na sua loja - lembre-se que para desenvolvermos uma categoria precisamos ter mais de uma marca disponível.


- Sortimento é essencial: além da variedade de marcas, aposte em um bom mix de produtos. Dessa forma, além de facilitar a localização da categoria e a comparação de produtos, você também terá uma exposição educativa. Ainda, aposte também na diversidade de fragrâncias na sua gôndola.


- Invista em ativações para educar e gerar atratividade dos consumidores (fora ou na porta da loja, no próprio produto, na hora da compra e etc.).


Se você, varejista, ainda não apostou no gerenciamento de categoria para desinfecção, repense. Colocando ao menos algumas das recomendações acima em prática, você verá benefícios tangíveis no seu negócio.

*Eduardo Bezerra é Gerente de Gerenciamento de Categoria e Shopper Insights da RB Hygiene Comercial.

10/03/2021

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