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Crédito: Divulgação

Black Friday para o setor alimentício: mais estratégia, menos desconto

*Por Rafael Kiso, founder e CMO da mLabs


A Black Friday não é sobre queimar margem — é sobre gerar movimento, aumentar frequência e fortalecer relacionamento. No setor alimentício, quem só dá desconto “frita” lucro. Mas quem planeja o antes, durante e depois da data, multiplica resultados e aprende a vender melhor o ano inteiro.


ANTES: desperte o apetite (fase de planejamento e antecipação)

 A venda da Black começa muito antes da sexta. É na fase pré-Black Friday (4 a 5 semanas antes) que você prepara o terreno, aquece o público e garante custos de mídia mais baixos — antes que a concorrência exploda.


O que fazer:

  • Crie um “esquenta” com teasers, cardápio secreto ou o retorno de um prato clássico exclusivo para quem preencher um cadastro especial; 
  • Capture dados próprios (first-party data) com campanhas de Lead Ads ou iscas digitais e crie uma Lista VIP para ofertas antecipadas; 
  • Fuja da concorrência concentrando o investimento em tráfego pago nas etapas de Descoberta e Consideração, aquecendo o público antes do pico de disputa; 
  • Audite sua reputação em canais como Google Meu Negócio e Reclame Aqui. Um bom histórico pesa mais que qualquer desconto; 
  • Feche parcerias com apps de delivery e microinfluenciadores locais — eles têm poder de conversão 8x maior; 
  • Teste sua operação: estoque, linha de produção, tempo de entrega. A Black Friday não perdoa erro.


O objetivo é aquecer a base e garantir previsibilidade de demanda.


DURANTE: transforme o desconto em experiência

 

 Na sexta, não é só o preço que convence — é a experiência e o valor percebido. Cada detalhe conta: da consistência da campanha à resposta rápida no WhatsApp.


O que funciona:

  • Ofertas com valor agregado: “leve sobremesa grátis”, “refil cortesia” ou “kit especial” aumentam o ticket médio e a percepção de vantagem;
  • Produtos de edição limitada: um prato sazonal ou hambúrguer do mês gera escassez genuína e compartilhamento orgânico;
  • Dark Posts com urgência (“últimas horas!”) para o público quente — sem prejudicar o alcance orgânico;
  • Consistência omnicanal: mesmo tom e visual no restaurante, delivery, redes sociais e WhatsApp;
  • Ambiente instagramável: incentive o cliente a postar — o User Generated Content é a nova vitrine;
  • Monitoramento ativo: responda rápido, mostre cuidado e profissionalismo.

 

A Black Friday deve parecer uma celebração da marca, não uma liquidação de desespero.


DEPOIS: transforme o desconto em relacionamento

 A venda pontual é só o começo. O jogo real acontece no pós-Black — quando você transforma o cliente do desconto em cliente fiel e promotor da marca.

Como fazer:

  • Agradeça de forma humana: uma mensagem personalizada diferencia e fideliza; 
  • Ofereça um cupom de retorno: incentive o cliente a voltar nas próximas semanas com 15% OFF;
  • Peça feedback e use os dados para melhorar operação e entender comportamento;
  • Compilar UGC: junte os melhores conteúdos de clientes em um Reels ou Story semanal com o tema “Experiências da Semana”;
  • Aplique Social Selling: use sua Golden List (melhores clientes) para mensagens personalizadas e promoções exclusivas;
  •  Analise os dados: o que vendeu mais, qual canal converteu melhor, qual margem suportou desconto.


Quem mede, aprende. Quem aprende, cresce.

 

 Conclusão

  A Black Friday é um campo de teste estratégico. Serve para entender a elasticidade de preço, o comportamento do cliente e a capacidade operacional do seu negócio. Não é sobre ganhar mais em um dia — é sobre aprender a vender melhor o ano inteiro.

09/10/2025

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