A Experiência Do Cliente Como Aliada Na Conversão
*Por Julio Zaguini
Em um cenário de distanciamento social, que fez
com que as empresas acelerassem a digitalização na comunicação com clientes,
consumidores e parceiros de negócio, houve também mudanças importantes no
universo online no que tange sistemas de pagamento nacional e
internacionalmente, que vem melhorando ainda mais a experiência do cliente.
Essas novas aberturas, junto ao crescente
investimento corporativo em bots para atendimento omnichannel, têm mudado a
maneira de consumir no Brasil. Afinal, o cliente de hoje quer cada vez mais
praticidade e rápida resolução em todos os canais em que prefira ou escolha
consumir produtos ou serviços - seja em ambiente físico ou online - por meio de
chats, telefone, redes sociais e outros. E seja pela alta na demanda de
atendimento 24x7, pela evolução dos assistentes virtuais com tecnologia de machine
learning ou devido à melhor percepção corporativa sobre a alternativa de
melhor custo-benefício para o conversational commerce, as empresas estão
entendendo e buscando liberar seu capital humano para um trabalho mais
consultivo, analítico e de auditoria, garantindo eficiência estratégica onde a
supervisão humana é realmente indispensável.
Os robôs, portanto, são a ferramenta ideal para
um backoffice eficiente, tornando-se um investimento atraente e perfeito
para empresas de todos os tipos ampliarem e melhorarem o contato com seus
clientes. Como consequência, o mercado global de chatbots tem crescido
anualmente, com perspectivas positivas para o futuro, saindo de uma
movimentação de US$ 2,6 bilhões, em 2019, para US$ 9,4 bilhões, em 2024, com
taxa de avanço anual de 29,7%, de acordo com a consultoria de pesquisas indiana
MarketsandMarkets.
E para quem deseja amplitude, o WhatsApp Pay e o
PIX, por exemplo, permitem um maior número de operações integradas e instantâneas.
O movimento confere uma experiência sem barreiras ao consumidor. Quanto mais
perto estiver o objeto do desejo do usuário, mais facilmente as operações vão
se concretizar e mais negócios serão feitos por meio de bots. O mercado precisa
entender que seu papel é facilitar a vida do usuário, afinal, eles só existem
para servi-los. Ao contrário - tudo o que se constrói sob a ótica da burocracia
dos negócios não parece ser o melhor caminho.
Para quem nasceu com DNA digital e de
inteligência artificial, só enxergamos sucesso capturando o que a tecnologia
permite como fundamento para o crescimento. A cada semana, temos uma nova feature
e podemos combinar diferentes necessidades das empresas, compartilhando
conhecimentos e aprendizados com robôs de vendas e de atendimentos e trocando
informações até a finalização da aquisição (pagamento), por exemplo. Ainda que
sutil e superável, comemoramos o fim da quebra da experiência de compra. Agora,
caso o cliente final decida que quer fechar negócio, a possibilidade do Pay
mantém o usuário em um mesmo ambiente. Derrubam-se as barreiras e vamos direto
ao ponto, podendo abordar, trocar e escolher produtos e serviços com bots e,
por fim, finalizar o pagamento.
Vale lembrar que o ecossistema de fintechs no
Brasil está se movimentando de forma intensa e vemos muitos negócios já
equipados para oferecer novos serviços, em movimentação para facilitar cada vez
mais a experiência do usuário. O Pix e o WhatsApp Pay largam na frente pela
facilidade de oferecerem para usuários e empresas a conclusão do negócio.
Qualquer que seja o objetivo do bot, ao
"converter em um clique" as empresas deixam de perder pessoas na
jornada do cliente e aumentam a conversão. Pulam-se menos muros para chegar ao
destino mais facilmente.
*Julio Zaguini é
CEO Brasil da Botmaker.
