A Criação de Mais Impostos é Inaceitável
*Por Maurício Salvador
A
Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) acompanha com
preocupação a notícia divulgada por todos veículos de imprensa e que
ainda não foi desmentida, sobre a criação do imposto digital, que
segundo relatado pelos jornais, incidirá sobre o comércio eletrônico.
Os
últimos governos tentaram recriar a antiga CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira), que como todos sabem incidia
sobre movimentações financeiras, a sociedade brasileira reagiu, e o
Congresso Nacional não permitiu a criação de um imposto que impede o
crescimento econômico e provoca um efeito em cascata na elevação dos
custos de produção e consequentemente na elevação dos preços, que será
pago pelos consumidores.
Nós,
da ABComm, nos posicionamos contrários a recriação da CPMF em todas as
tentativas anteriores, novamente vimos a público reforçar nossa posição
de repúdio a introdução deste imposto na reforma tributária, renomeado
agora como imposto digital.
Os
argumentos elencados nas notícias que trataram do tema apontam que o
governo deseja criar esse imposto devido ao crescimento do comércio
eletrônico durante a quarentena.
Pertencemos
a um setor que nunca recebeu incentivos fiscais e nem planos de
investimentos volumosos do poder público, a grande maioria dos
empreendedores do comércio eletrônico é formado por micro, pequenos e
médios empresários, que pagam uma alta carga tributária, se esforçam
diariamente para manterem seus negócios diante de uma legislação
tributária complexa e desigual.
Reconhecemos
que algumas propostas de modernização econômica implementadas e
debatidas pelo atual Ministro da Economia, Paulo Guedes, podem promover o
crescimento do setor, porém, se a proposta de criação do imposto sobre
pagamentos eletrônicos se concretizar nos posicionaremos contrários e
atuaremos junto aos parlamentares no Congresso Nacional para que
rejeitem tal iniciativa.
Diante
da atual crise econômica, que milhões de brasileiros perderam seus
empregos, milhares de empresas correm sérios riscos de fechar, não será
com a criação de mais um imposto que recuperaremos nossa economia.
Aguardaremos
o posicionamento oficial do Ministério da Economia, e comunicamos a
todas empresas filiadas à ABComm, que não aceitaremos que o ajuste
fiscal do Governo aconteça em cima do comércio eletrônico.
*Maurício Salvador é presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
23/07/2020
