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Imagem destaque: Varejo brasileiro inicia 2026 com desaceleração , aponta IBEVAR-FIA
Créditos: Freepik

Varejo brasileiro inicia 2026 com desaceleração, aponta Ibevar-FIA

  O varejo brasileiro inicia 2026 sob um cenário de desaceleração e desempenho heterogêneo entre os segmentos, segundo projeção elaborada pelo Ibevar - Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo em parceria com a FIA Business School, divulgada com exclusividade ao Jornal Giro News. O estudo, que considera dados dessazonalizados com base média 2022 = 100 e histórico desde junho de 2016, indica que o primeiro semestre será marcado por oscilações modestas no Varejo Restrito e retração no Varejo Ampliado, especialmente nos segmentos mais sensíveis ao crédito e à renda. 


Varejo Restrito e Varejo Ampliado

  Para o Varejo Restrito, a projeção aponta leve variação negativa de -0,21% em março de 2026, na comparação com o mês anterior, e queda de -0,29% em relação a março de 2025. Ainda assim, o setor mantém crescimento acumulado no ano de 0,55%, e alta de 1,17% em 12 meses. Em abril, a expectativa é de estabilidade, com variação mensal de 0,06% e crescimento interanual de 0,08%. Em maio, a projeção indica estabilidade frente a abril (0,00%) e avanço de 0,37% na comparação anual, consolidando um ritmo moderado de expansão. Já o Varejo Ampliado apresenta cenário mais desafiador. Em março de 2026, a estimativa é de retração de -1,94% sobre fevereiro e queda de -3,73% em relação ao mesmo mês do ano anterior, acumulando baixa de -1,53% no ano e recuo de -0,56% em 12 meses. Abril deve manter o viés negativo, com retração mensal de -1,40% e queda interanual de -3,07%. Apenas em maio surge uma reação pontual na margem (1,56%), embora ainda com desempenho anual negativo (-1,58%). 


Análise Setorial

  A análise setorial revela contrastes importantes. O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos segue com crescimento interanual de 4,43% em março e acumulado de 5,48% no ano. Supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também mantêm trajetória resiliente, com alta de 0,79% frente a março de 2025 e crescimento acumulado de 1,08% no ano. Por outro lado, material de construção registra queda interanual de -7,41% em março e recuo acumulado de -5,51% no ano. Veículos, motos, partes e peças apresentam retração de -3,96% frente ao mesmo mês de 2025, enquanto móveis e eletrodomésticos recuam -0,79% na comparação anual de março. O setor de livros, jornais, revistas e papelaria permanece em trajetória estrutural de queda, com retração de -12,41% em março. Em contrapartida, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação destacam-se com forte expansão de 13,71% em março e acumulado de 16,10% no ano.


Ambiente de consumo mais seletivo

  Segundo Claudio Felisoni, Presidente do Ibevar e Professor da FIA Business School, o comportamento projetado para os próximos meses reflete um ambiente de consumo mais seletivo, com famílias priorizando itens essenciais e segmentos de maior valor agregado ou vinculados à tecnologia, enquanto bens duráveis e itens mais dependentes de financiamento enfrentam maior volatilidade. "O cenário exige estratégia refinada por parte das empresas, com gestão rigorosa de estoques, política comercial mais assertiva e monitoramento constante dos indicadores de demanda”, complementa o presidente.

10/03/2026

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