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Entre as datas relevantes para o comércio, a Black Friday aparece em terceiro nas intenções de busca

Maior Ação de Vendas de Novembro

A Black Friday, fenômeno de vendas estadunidense, chegou ao Brasil em 2010. Aos poucos, conquistou a preferência dos consumidores e se consolidou no calendário comercial a ponto de, apesar do período de recessão econômica e pandemia, se manter na terceira colocação entre as principais datas do comércio brasileiro. Esse dado foi revelado pelo estudo da Agência Conversion que utilizou métodos de extração pelo Google Ads.

Nos anos que antecederam a chegada da covid-19, 2018 e 2019, a média de buscas pelo termo Black Friday foi de 78 e 74, respectivamente. Embora apresentasse leve redução, a queda foi maior nos anos seguintes, até alcançar o percentual negativo de -152% no volume registrado de 2018 a 2022. Ainda assim, sustentou a terceira posição entre as datas relevantes para o comércio, ficando atrás somente do Dia das Mães e Dia dos Pais.

Volume de buscas

O olhar sobre o recorte geográfico nas pesquisas virtuais sobre a Black Friday possibilita uma real dimensão da relevância deste evento de vendas. Até porque, os quatro Estados da região com maior concentração populacional do Brasil, junto ao Distrito Federal, ajudam a formar o TOP 5 entre aqueles que mais pesquisam sobre o tema. A média apurada classifica o ranking:

  • 1º: São Paulo - Média de 100
  • 2º: Distrito Federal - 97
  • 3º: Minas Gerais - 92
  • 4º: Rio de Janeiro - 90
  • 5º: Espírito Santo - 86

No panorama geral apresentado pela agência Conversion, fica evidente a redução nas médias de intenção de busca em todo o calendário comercial. As exceções são o Dia das Mães e das Crianças. Mesmo que tenham oscilado negativamente em 2020 e 2022, mantiveram-se ascendentes. Em 2023, o Dia das Mães atingiu a maior média em 6 anos (100), enquanto o Dia das Crianças manteve o índice do ano anterior (19).

Performance em 2023
Os balanços iniciais da Black Friday 2023, realizada no dia 24 de novembro, mostram que os resultados foram mais tímidos do que o previsto. Especialistas do segmento atribuem o valor da taxa básica de juros Selic em 12,25% ao ano e o endividamento das famílias como fatores associados à queda no faturamento. Vale ressaltar que essa ruptura de expectativas ocorre pela segunda vez consecutiva.

De fato, segundo informa a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), de dez famílias brasileiras, ao menos 8 estão endividadas. Mas, além disso, a tendência entre os consumidores aponta para a redução nos impulsos de compras. A partir do comportamento maduro, tem sido recorrente o planejamento financeiro, com processos de negociação para parcelar boletos antes de adquirir um novo produto ou serviço.

Imagem:
style-photography/iStock

18/12/2023
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