Pular para o conteúdo
Imagem destaque: Comércio paulista perderá R$ 17 bilhões com feriados de 2026, aponta estudo
Imagem de freepik

Comércio paulista perderá R$ 17 bilhões com feriados de 2026, aponta estudo

 Os feriados, pontos facultativos e folgas prolongadas em dias úteis devem tirar R$ 17 bilhões de faturamento dos comércios paulistas em 2026. A estimativa faz parte de um estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O valor representa uma alta de 13,9% em relação a 2025, quando as perdas estimadas somaram R$ 14,9 bilhões, com nove feriados em dias úteis. Em termos absolutos, a diferença chega a R$ 2,1 bilhões. De acordo com a federação, o impacto ocorre principalmente pela redução da circulação de pessoas nos dias úteis afetados pelo calendário. A pesquisa aponta que os setores mais atingidos são aqueles ligados ao consumo imediato, como supermercados, farmácias, postos de combustíveis, lojas de vestuário e de móveis.


Perdas projetadas

 O estudo entende que o varejo paulista tenha alcançado R$ 1,5 trilhão em faturamento no ano de 2025. Nesse contexto, as perdas projetadas para 2026 representam cerca de 1,1% da receita anual do setor. Mesmo com um impacto considerado pequeno em termos agregados, a FecomercioSP aponta que ele ainda é relevante para pequenos comerciantes, especialmente aqueles que não conseguem abrir em feriados ou enfrentam custos adicionais para funcionar nesses dias. 


Segmentos em prejuízo

  Entre os segmentos analisados, os supermercados devem registrar o maior volume absoluto de perdas, com cerca de R$ 8,2 bilhões a menos em faturamento, alta de 15% em relação a 2025. Já o setor de farmácias e perfumarias deve apresentar a maior alta proporcional, com crescimento de 15,8% nas perdas, que devem chegar a R$ 2,3 bilhões. As lojas de vestuário, tecidos e calçados devem deixar de faturar quase R$ 2 bilhões, alta de 14,9% em relação a 2025. Já o segmento de móveis e decoração aparece como o menos afetado, com perdas estimadas em R$ 280 milhões, crescimento de 5,8%.

14/01/2026

Compartilhar

Notícias em destaque