Black Friday de 2025 deve ter eletrodomésticos mais baratos e setor de moda e beleza com menos descontos
Dados de uma pesquisa do Serasa, em parceria com a Opinion Box, apontam que 72% dos entrevistados dizem estar se planejando financeiramente para a Black Friday de 2025. Assim, para analisar o cenário das promoções, a Rico avaliou o comportamento de preços dos itens mais procurados em anos anteriores. Com base nessas categorias, a marca criou uma cesta hipotética de “consumo de Black Friday” e analisou a variação de preços em 12 meses até setembro de 2025. O resultado foi uma alta de 5,17% no conjunto dos produtos (em linha com o IPCA geral), mas com grandes diferenças entre setores.
Categorias
Eletrodomésticos e equipamentos caíram 3,09%, TV, som e informática recuaram 2,58%, e artigos de cama, mesa e banho tiveram baixa de 0,97%, refletindo menor pressão de custos e maior competição no varejo. Já joias e bijuterias (+20,06%) e artigos de maquiagem (+6,44%) ficaram entre as maiores altas. Outras categorias como Roupas (4,63%), Artigos de limpeza (3,96%), Calçados e acessórios (3,03%) e Perfume (1,46%) também apresentaram aumento. “Os maiores descontos costumam aparecer em categorias específicas, como tecnologia e eletroportáteis, enquanto setores de moda e beleza seguem com preços mais resistentes. A Black Friday de 2025 deve ser marcada por consumidores mais seletivos, atentos à descontos reais", explica Maria Giulia Figueiredo, analista da Rico.
Cenário deste ano
Em 2024, a Black Friday registrou um faturamento de R$ 9,3 bilhões (+10,5% a/a) apenas no âmbito do comércio online, segundo dados da Confi.Neotrust em parceria com a ClearSale. Já em 2025, a previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é que o setor fature um total de R$ 13,34 bilhões no período. Categorias como eletrodomésticos, TVs, equipamentos de som e informática chegam à data com queda de preços, abrindo espaço para descontos reais e competição baseada em volume. A forte baixa do dólar em 2025 abriu espaço para promoções especialmente em produtos de entrada, modelos de anos anteriores e kits. O PIX (25,5%) e o cartão parcelado (63%) seguem como principais motores de conversão. Já setores como moda, beleza e joias têm espaço limitado para cortes agressivos. Assim, o varejo aposta em kits, cupons e curadoria, mantendo margens e estimulando vendas seletivas.
