CNC Revisa Projeção de Alta do Varejo Ampliado
Após Perda em Maio
Os dez
segmentos que compõem o varejo ampliado tiveram uma perda de R$ 7,4 bilhões no
mês de maio, em decorrência dos 11 dias de paralisações provocadas pela greve
dos caminhoneiros. É o que afirma a Confederação Nacional do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo (CNC). Esse valor corresponde à queda de 4,9% nas vendas do
varejo ampliado, em relação ao mês anterior. Diante desse resultado, a Confederação revisou a sua expectativa
de avanço do varejo ampliado em 2018 de +5,0% para +4,8%."Essa foi a primeira queda do ano e o pior resultado para meses de maio em mais de 15 anos de levantamentos da série com ajustes sazonais", informou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.
Setores
Sentiram os Efeitos da Greve
Segundo
dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados em 12 de julho pelo
IBGE, os setores que mais sentiram os efeitos da greve foram os de comércio
automotivo (-14,6%), livrarias e papelarias (-6,7%) e de combustíveis e
lubrificantes (-6,1%). Todas as quedas registradas foram inéditas para o
período analisado. O único ramo do varejo que conseguiu compensar os efeitos
das paralisações foi o de hiper e supermercados, com alta de 0,6%.
