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Imagem destaque: LG abrirá fábrica de R$ 1,5 bilhão com foco em geladeiras em julho, no Paraná
Créditos: Reprodução / Zoom

LG abrirá fábrica de R$ 1,5 bilhão com foco em geladeiras em julho, no Paraná

  A LG anunciou nesta terça-feira (06) que abrirá uma nova fábrica de eletrodomésticos de linha branca em julho em Fazenda Rio Grande (PR), na região metropolitana de Curitiba, com investimento de R$ 1,5 bilhão e foco inicial na produção de geladeiras. A planta contará com 770 mil metros quadrados, capacidade de produzir até 500 mil refrigeradores por ano e deve gerar cerca de 500 empregos diretos. A partir de 2027, o plano é iniciar a produção de máquinas lava e seca. A LG ainda possui como meta alcançar  20% de participação no segmento de refrigeradores nos próximos anos. "Hoje tudo o que vendemos de geladeira é importado. Quando passamos a produzir aqui, ficamos mais competitivos e conseguimos adaptar o produto ao consumidor brasileiro", afirma Rodrigo Fiani, vice-presidente de vendas da LG Brasil.


Motivo pela escolha do Paraná

  Segundo as informações da Folha de São Paulo, a decisão pelo Paraná levou em conta logística e cadeia de suprimentos —as principais concorrentes têm fábricas na região Sul. Proximidades com fornecedores e incentivos estaduais também pesaram na decisão, de acordo com o executivo. Mais do que reduzir custos, a LG também quer usar a produção local para ajustar detalhes do produto ao gosto do consumidor brasileiro, alterando o interior dos produtos sem mexer na tecnologia. "Aqui você tem 110V e 220V, várias cores, capacidades diferentes. Nosso produto vai ser bivolt, o que é essencial para o varejo", disse. "São detalhes, mas o brasileiro se incomoda com caixinha de ovo e forma de gelo soltas, com o freezer que abre de um jeito específico. A gente passou quase um ano pesquisando o consumidor antes de lançar."


Copa do Mundo e planos para 2026

  A Copa do Mundo deste ano tem um papel importante no planejamento anula da empresa, que projeta um impulso sazonal nas vendas de televisores por causa do evento, com alta estimada de 30% no segmento. Na sequência, deve entrar o efeito do início das operações da fábrica. A estratégia combina escala industrial, serviços de instalação e pós-venda e uma tentativa de democratizar recursos tecnológicos sem empurrar os produtos para um nicho de preço mais alto. A marca também pretende acelerar seu crescimento no segmento corporativo. Hoje, a divisão B2B responde por algo entre 15% e 20% do faturamento da empresa no país, com foco em painéis de LED e sistemas de refrigeração. A meta é chegar a 50% no médio prazo. "Se a gente não apostasse aqui, não estaria construindo uma fábrica de R$ 1,5 bilhão", disse Fiani.

07/01/2026

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