Justiça concede proteção cautelar ao Grupo Estrela
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu tutela de urgência ao Grupo Estrela, impedindo que instituições financeiras executem dívidas ou bloqueiem contas bancárias da fabricante de brinquedos após o pedido de recuperação judicial, protocolado com um passivo de R$ 109,1 milhões. A medida, expedida pela 1ª Vara Cível de Três Pontas (MG), também proíbe prestadores de serviços essenciais de interromper o fornecimento de água e energia nas unidades da empresa, estabelecendo multa diária de R$ 1.000 para eventuais descumprimentos.
A decisão condiciona a aceitação do processo de recuperação a uma perícia prévia, que avaliará a viabilidade operacional e a regularidade dos documentos apresentados pelo conglomerado. O escritório Inocêncio de Paula Sociedade de Advogados foi nomeado para conduzir a inspeção e apresentar um laudo técnico em cinco dias úteis. Atualmente com 500 postos de trabalho, a fabricante, que soma 89 anos de operação e faturamento anual de R$ 188,7 milhões em 2024, alega que mantém as atividades fabris operacionais e projeta expansão para mil funcionários no segundo semestre de 2026.
