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Fazenda Futuro quer democratizar produtos plant-based

Foodtech Avança no Brasil

A crescente busca por alternativas à proteína animal impulsionou o mercado de foodtechs, que investem em tecnologia para criar alimentos de origem vegetal, mas que têm características de sabor e aroma similares à carne animal. Dentre as empresas que ganharam escala neste cenário, está a Fazenda Futuro, que tem faturamento projetado de R$ 100 milhões e recentemente anunciou a chegada da cantora Anitta à empresa. "Além de uma parceria, Anitta entra como sócia no negócio, trazendo sua experiência como empresária e com marketing. Decidimos firmar o contrato este ano, pois estamos num período de grande expansão - principalmente no Brasil -, e confiamos que a Anitta tem todo o potencial para colaborar no crescimento e na democratização da categoria plant based", afirma Mari Tunis, diretora de marketing da Fazenda Futuro, em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News.

Novidades no Portfólio
A parceria inclui uma nova linha de produtos, a Futuro Party, com mini versões de kibes (Kikikibe), hambúrgueres (Mini Burger) e empanados de frango (Franguitos). "Queremos nos tornar líderes no segmento de kibes e empanados e continuar ampliando o conhecimento da marca em nível nacional e internacional", destaca Mari. O portfólio também conta com: Futuro Burger, Futuro Burger Defumado, Carne Moída do Futuro, Almôndega do Futuro, Futuro Frango, Linguiça do Futuro e Futuro Atum. "Entre os ingredientes mais usados, estão proteína isolada de soja, de grão de bico, ervilha, além de beterraba, óleo de coco e alga marinha." Segundo a diretora, os destaques em vendas são o Futuro Burger e a Almôndega do Futuro. "Temos planos de abrir um novo capítulo na companhia, uma plataforma robusta 4.0 de plant based com carnes, leites e derivados. São 12 inovações sendo desenvolvidas para tornar frigoríficos e laticínios mais obsoletos", antecipa.

Mercado em Potencial
A empresa também tem trabalhado outras estratégias para gerar conhecimento da categoria aos consumidores. Já foi criado, por exemplo, um food truck que viajou por Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e Salvador (BA). Também foram abertas dark kitchens em São Paulo e no Rio de Janeiro. "Como ainda é um mercado novo no Brasil, comparando-se aos outros, entendemos que é preciso de um tempo maior para amadurecimento", analisa Mari. Para ela, o brasileiro está em fase de experimentação dos produtos à base de vegetais. "Acredito que a maior movimentação do mercado e o grande consumo por parte do público, e que tem atraído grandes empresas a entrarem nele também, possam nos ajudar a conseguir aumentar nossa escala de produção, o que diminuiria o valor final do produto, e também chamar atenção de subsídios governamentais e auxílio aos produtores de nossas matérias primas, assim como tem a carne e outros produtos de origem animal", finaliza.

Texto: Bruna Soares

27/07/2022

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