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Marfrig e JBS Agitam Mercado de Proteína Animal

Disputa pela BRF

Destaque Marfrig e JBS Agitam Mercado de Proteína Animal
Destaque Marfrig e JBS Agitam Mercado de Proteína Animal
Destaque Marfrig e JBS Agitam Mercado de Proteína Animal

"Diversificação de investimentos" é apontada pela Marfrig como a principal razão para sua aquisição de participação na BRF. O investimento representa os primeiros movimentos da companhia em direção ao mercado de frangos e suínos, já que sua atual operação é focada em proteína bovina - que tem registrado queda no consumo. O segmento, segundo a Marfrig, "possui complementaridades com seu setor de atuação". No final de maio, a companhia comprou 24,23% do capital social da BRF e, em menos de duas semanas, elevou essa fatia para 31,66%, com mais de 257 milhões de ações. Com isso, a fabricante se tornou o maior acionista individual da dona das marcas Sadia e Perdigão, além de ter se aproximado do "poison pill" - estratégia de defesa usada pelo conselho de administração de uma empresa contra uma aquisição. A BRF prevê que qualquer acionista que atinja uma posição de 33,3% deve fazer uma oferta de compra aos demais investidores.

Sem Mudança no Controle

No entanto, segundo analistas, atingir participação de 33,33% não deve ser o próximo passo da Marfrig, pelo menos a curto prazo. Em 2019, as companhias iniciaram discussões para uma possível fusão, que geraria um player com faturamento anual de R$ 76 bilhões. Por falta de consenso em relação "à governança da sociedade", ambas desistiram da negociação. Procurada pelo Jornal Giro News, a Marfrig afirma que, com a nova participação acionária, "não pretende eleger membros para o Conselho de Administração ou exercer influência sobre as atividades da BRF" e que "não foram celebrados quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto". Essas tratativas também são questionadas por especialistas, que preveem alterações no comando após a assembleia de acionistas de 2022. Já Lorival Luz, CEO Global da BRF, reitera que "os objetivos e prioridades continuam inalterados", com a meta de triplicar de tamanho até 2030 e superar R$ 100 bilhões em receita anual.

Novo Interessado na BRF
Neste mês, informações de mercado revelaram um novo movimento que pode interferir na operação entre a Marfrig e a BRF. A companhia de frangos e suínos também estaria no alvo da JBS, que atua no segmento de proteína animal e é dona de marcas como Swift, Friboi e Seara. Até o momento, não houve confirmação do interesse, que, de acordo com analistas, enfrentaria entraves junto ao Cade, devido à concentração de mercado. A BRF atingiu receita líquida recorde no Brasil em 2020, de R$ 20,9 bilhões, crescimento de 20% na comparação com 2019. Ao longo do ano, foram lançados 139 produtos, incluindo sua entrada no segmento de alimentos à base de proteína vegetal. O mercado plant-based também entrou na mira da Marfrig, que recentemente lançou os primeiros produtos da joint venture PlantPlus Food, formada com a ADM, no Brasil. A companhia avançou 25,4% em receita na Operação América do Sul - composta por Brasil, Argentina, Uruguai e Chile - chegando a R$ 18,6 bilhões no ano passado.

Mercado Pet na Mira da BRF
Enquanto a Marfrig e a JBSdisputam o controle da BRF, a companhia amplia sua operação para além de frangos e suínos.A subsidiária BRF Pet fechou contrato, na última sexta-feira (25),para a aquisição das sociedades detentoras de 100% do capital social da Mogiana Alimentos, que produz ração para gatos e cachorros. Com isso, a fabricante amplia sua atuação no mercado pet, após anunciar, recentemente, um acordo para compra de 100% doGrupo Hercosul, que atua no segmento de rações secas e úmidas para cães e gatos. Segundo a BRF, com as duas operações, sua participação no mercado pet chegará a aproximadamente 10%.

28/06/2021
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