Pular para o conteúdo
Imagem destaque: Paris 6 enfrenta batalha judicial após tentativa frustrada de expansão
Crédito: Divulgação / Shopping Aricanduva

Paris 6 enfrenta batalha judicial após tentativa frustrada de expansão

*Notícia atualizada 


   A rede de restaurantes Paris 6, conhecida por seu estilo inspirado nos bistrôs parisienses, vive uma disputa judicial que expõe os bastidores de uma tentativa frustrada de expansão. Em 2020, a empresa acumulava dívidas milionárias, incluindo aluguéis atrasados e débitos com fornecedores. Na tentativa de reverter a crise, o fundador Isaac Azar cedeu o uso da marca, quatro unidades e a operação da rede à empresa DDX, comandada por Fernando Dottore, empresário com experiência em franquias. O acordo previa a expansão da rede em duas frentes: o modelo Petit, com unidades menores e em shoppings, e o Bistrô, voltado para o interior paulista e outros estados. Dottore se comprometeu a assumir cerca de R$ 12 milhões em dívidas e pagar R$ 5 milhões, em seis parcelas, pelo direito de uso da marca por 30 anos. No entanto, segundo Azar, a parceria resultou em um “severo ataque à identidade da marca”, comprometendo o que ele chama de “DNA Paris 6” — que inclui o uso de produtos homologados, insumos de qualidade e respeito às normas sanitárias.


 Na Justiça, Fernando Dottore diz que nunca conseguiu assumir de fato a gestão das unidades que contraiu e das franquias que já tinham sido vendidas em feiras do setor. Ele alega que o know-how nunca foi entregue, fazendo com que os restaurantes abrissem sem condições reais de operação. Em 2023, o empresário recorreu ao judiciário para impedir que Azar fechasse novos contratos com franqueados e licenciados, alegando interferência direta do fundador na operação e responsabilização indevida pelos problemas da rede.


Problemas na Rede

  Um dos casos citados envolve a unidade no shopping SP Market, onde um chef ligado à franqueadora teria alertado que a cozinha aprovada era inviável para atender à demanda em horários de pico. No modelo Petit, a proposta original previa alimentos pré-prontos e embalados a vácuo, com preparo feito apenas em microondas e forno elétrico. O Paris 6 também acionou a Justiça contra esse franqueado, pedindo o fechamento da loja por inadimplência nos pagamentos de royalties e verba de marketing, além de riscos sanitários. O proprietário contestou, alegando que o pedido era desproporcional.


Reassumindo o Controle 

 Desde que reassumiu o controle da rede, Isaac Azar afirma estar empenhado em reconstruí-la. Segundo ele, franqueados tiveram liberdade para encerrar seus projetos, decisão tomada por quatro deles. Além das unidades nos shoppings SP Market e Aricanduva, Azar pediu à Justiça o encerramento das unidades que pertenciam a Dottore. Essas cinco, diz ele, não seguiam as "premissas do nosso DNA". Na avaliação de Azar, franqueados insatisfeitos tentaram descaracterizar a rede. Após ser acionado judicialmente por Dottore, Isaac Azar pediu o cancelamento do contrato de cessão, alegando que o parceiro não manteve os pagamentos das dívidas assumidas. Esse último perdeu em primeira e segunda instância e tenta levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).


*A equipe de comunicação do Paris 6 entrou em contato com o Jornal Giro News e informou  que a notícia estava equivocada. Desta forma, a matéria foi atualizada com base nos apontamentos da empresa. 

 

Fonte: Folha de São Paulo 

13/11/2025

Compartilhar

Notícias em destaque