Keeta e iFood entram em guerra contra espionagem corporativa
Na ultima quinta-feira (6), um inquérito foi aberto na 3ª Delegacia da Polícia Civil de Santos para apurar queixas da Keeta sobre espionagem corporativa por rivais. No documento, a Keeta diz que oito restaurantes em Santos, onde a plataforma começou a operação-piloto em 30 de outubro, foram abordados por indivíduos que se passaram por funcionários da companhia chinesa, apresentando crachás falsos a funcionários dos estabelecimentos. No inquérito esta presente um vídeo gravado por uma câmera de segurança em 31 de outubro. Outra medida parecida foi tomada pelo iFood há cerca de um mês atrás, quando a empresa foi à polícia e afirmou ter sido vítima de espionagem e de roubo de informações sigilosas.
De acordo com a Keeta, os supostos espiões tentaram obter informações financeiras (como métodos de pagamentos dos consumidores, práticas de remuneração de entregadores, taxa de comissão e modelos de contratação), processos de integração da plataforma, treinamento de restaurantes, cardápios, preferências de consumidores e outros itens sensíveis dos estabelecimentos. Segundo as informações do Pipeline, os restaurantes citados incluem a rede de sorvetes Rochinha, a portuguesa Manteigaria do Porto, a cafeteria Le Café Cultural e a Dosette – todos localizados no bairro da Ponta da Praia.
iFood também denuncia espionagem
Já o iFood relata também ser vítima de espionagem corporativa e de roubo de informações. A companhia sediada em Osasco diz que seus funcionários foram contatados em “ataque coordenado e sistemático” conduzido por consultorias estrangeiras asiáticas, especialmente da China, em busca de “informações estratégicas e sigilosas”. Os trabalhadores teriam recebido ofertas de US$ 300 a US$ 400 por hora de entrevista, e foram mapeadas 170 mensagens enviadas por meio do LinkedIn, segundo o iFood. “A espionagem corporativa é considerada crime pela legislação brasileira, e a tentativa de obter informações confidenciais por outras empresas também é expressamente proibida e passível de punição”, diz a plataforma em nota.
Mandados de bucas e apreensão
O iFood também afirma que, antes de se demitirem, alguns funcionários da própria plataforma copiaram informações sigilosas dos sistemas da empresa. Delegacias de São Paulo e Piracicaba cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos envolvidos em outubro, e agora vão analisar os computadores, celulares e pen drives dos investigados. O caso está em análise pela perícia e corre em segredo de Justiça.
