Classes B e C concentram 91,5% dos consumidores de delivery no Brasil
As classes B e C são as grandes protagonistas do mercado de delivery no Brasil. De acordo com um levantamento da Serasa Experian, realizado por meio de sua plataforma de inteligência analítica Insights Hub, essas duas faixas econômicas somam 91,5% dos mais de 38,2 milhões de adultos com perfil de consumo da modalidade no país — uma participação 34,1 pontos percentuais acima da representatividade real desses grupos na população (57,4%). A classe C lidera o público de delivery, respondendo por 52% dos consumidores do segmento, embora represente 39,9% da população brasileira. A classe B tem um salto proporcional ainda mais expressivo, atingindo 39,5% do perfil de delivery ante 17,5% no recorte nacional. A classe A também aparece acima de sua média (7,2% no delivery contra 2,2% na população), enquanto as classes D e E têm presença marginal no setor, somando apenas 1% do público comprador (diante de 36,2% no cenário nacional).
Faixas de Renda e Estratégias de Comunicação
O recorte socioeconômico aponta que o consumo de delivery no Brasil é fortemente puxado pelas faixas de renda intermediárias e de entrada, onde os consumidores com renda mensal de até R$ 2 mil representam 34,5% do perfil analisado, enquanto a faixa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil responde por 29,9%. Juntos, esses dois grupos concentram 64,4% da base do mercado. Ao mesmo tempo, o estudo indica que a modalidade alcança consumidores de maior poder
aquisitivo, já que 12,3% do público do segmento possui renda superior a R$ 10 mil mensais.
Com a maioria absoluta da base recebendo até R$ 4 mil por mês, as empresas do setor — que abrangem food service, varejo alimentar, aplicativos e meios de pagamento — precisam calibrar suas abordagens. Para a parcela de menor renda, ganham relevância as estratégias focadas em custo-benefício, cupons de desconto, combos e programas de fidelidade. Por outro lado, a presença do público de maior renda abre espaço para iniciativas focadas em conveniência, personalização e produtos premium.
"Não existe um único consumidor de delivery. É justamente esse tipo de diferença que as análises de afinidade e segmentação ajudam a evidenciar. Para uma parte relevante da base, preço e benefício podem ter peso importante na decisão; para outros perfis, conveniência, personalização e experiência podem ser fatores mais determinantes. O cruzamento entre comportamento de consumo, renda e classe social ajuda as marcas a enxergar essas diferenças e construir campanhas mais aderentes, sem tratar toda a audiência da mesma forma", explica a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto.
