Sinter Futura prepara entrada no mercado capilar
A Sinter Futura começa a diversificar uma operação construída ao longo de 33 anos na fabricação de sabonetes para marcas como Natura e O Boticário, além de produtos próprios e de marcas desenvolvidas para o varejo. A entrada na categoria de cuidados capilares ocorre por meio da Farnese, sua principal marca própria, com 19 produtos distribuídos entre linhas para cabelos lisos e ondulados, crespos e cacheados e fios com danos moderados ou intensos. Desenvolvido durante aproximadamente um ano, o portfólio reúne shampoos, condicionadores e finalizadores formulados com o complexo Biocare, composto por biotina, pantenol e prebióticos, além de ácido hialurônico e niacinamida. A mudança de categoria exigiu equipamentos específicos, já que a estrutura empregada nos sabonetes não poderia ser simplesmente adaptada. “Entrar no mercado de cabelos exige outra tecnologia, novos equipamentos e uma leitura muito mais segmentada do consumidor. A diversidade dos cabelos brasileiros cria espaço para formulações específicas, mas elas precisam chegar ao varejo com escala e preço acessível”, afirma Breno Grou, CEO da Sinter Futura.
Nova fábrica de produtos líquidos
A ampliação do portfólio será sustentada pela construção de uma fábrica de produtos líquidos destinada tanto às marcas próprias quanto à fabricação para terceiros. A unidade terá capacidade inicial para produzir 5 milhões de itens por mês em apenas um turno. A nova estrutura diversifica uma operação que atualmente fabrica cerca de 30 milhões de sabonetes mensais e fatura aproximadamente R$500 milhões por ano. Metade da receita vem das marcas Farnese, Cloy e Gipsy, enquanto a outra metade corresponde à produção para outras empresas. Segundo a companhia, seus produtos estão presentes em 80% dos 100 maiores varejistas do setor de alimentos no país, apoiados por uma rede de mais de 100 representantes. Na projeção interna, os produtos para cabelos podem representar até 20% do negócio no curto prazo, proporção equivalente a cerca de R$100 milhões sobre o faturamento atual, e superar as vendas de sabonetes dentro de cinco anos.
