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As Barreiras para o Avanço do E-Commerce Alimentar

Principais Entraves

Destaque As Barreiras para o Avanço do E-Commerce Alimentar
Destaque As Barreiras para o Avanço do E-Commerce Alimentar

Segundo a 33ª edição do Webshoppers, realizado pela E-bit/Buscapé, 71% dos consumidores digitais ainda preferem a loja física para comprar alimentos e bebidas. Isso porque os supermercados precisam otimizar seus serviços. Muitos fatores impedem a expansão da venda de alimentos pela internet, entre eles, o prazo de entrega e o frete pago. Hoje, o consumidor não quer pagar a mais por um serviço demorado e muito menos realizar um pedido de uma fruta para receber dias depois, por exemplo. Além disso, falta ainda um ambiente online onde o consumidor se sinta seguro, com atendimento e a possibilidade de dizer como ele quer receber cada item de sua cesta de compra.

Frete Grátis e Transporte de Refrigerados
Segundo Maurício Salvador, Presidente daABComm, o preço do frete e o custo logístico da operação são algumas das barreiras que o canal precisa vencer. "Existe a questão do frete, que o consumidor se recusa a pagar. E a outra barreira é o que a gente chama de última milha, a parte logística, pois é muito caro entregar produtos refrigerados, perecíveis e congelados na porta do consumidor", explica. Celina Ma, Head de Marketing do Mercado Pago, concorda com Maurício. Ela ressalta que o valor do frete é um fator desestimulante ao consumidor. "Segundo pesquisa realizada pelo Mercado Pago, 55% dos entrevistados afirmam que não compram porque poucos supermercados oferecem o serviço ou que sua rede preferida não o disponibiliza, já 34,5% dizem desconhecer a oferta online desses produtos e 30% apontam o valor do frete como fator desestimulante", finaliza.

Questão Cultural e Falta de Conhecimento

De acordo com Pedro Guasti, CEO da Ebit, existem duas questões que devem ser levadas em consideração para que o consumidor possa comprar de tudo pelo canal online. "A primeira questão é logística, precisa ter um transporte e embalagem diferenciada para produtos perecíveis, produtos congelados ou de hortifruti. A segunda questão é cultural, pois esse serviço não vem como uma opção interessante para o consumidor. Isso porque a maioria das empresas taxam o frete com um valor muito alto. Outro motivo é que as pessoas preferem ir diretamente aos mercados em vez de esperar pelo serviço, que é demorado", conta. Entretanto, Gerson Rolim, diretor de comunicação e marketing da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), explica que a divulgação desse tipo de serviço precisa ser melhor trabalhada para que o consumidor tenha confiança. "Falando especificamente sobre o Brasil, eu creio que a divulgação do e-commerce é muito pequena. Tem muito consumidor brasileiro que não sabe que pode fazer suas compras de supermercado pela internet", esclarece.

13/10/2016

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Escrito por Débora

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