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Indústria Discute o Futuro do Atacado

Mais Segmentação

Destaque Indústria Discute o Futuro do Atacado
Destaque Indústria Discute o Futuro do Atacado

Se diversos são os fatores que impactam negativamente a operação tradicional do atacado distribuidor, quais seriam os caminhos para os atacadistas? O Portal Giro News ouviu a opinião da indústria, que destaca a necessidade dos players buscarem mais especialização para oferecer um serviço compatível com as necessidades atuais, agilizar a distribuição, reduzir custos e se antecipar às tendências de mercado.

Pequeno Varejo

Segundo Nathan Herszkowicz, presidente da ABIC, "o varejo de vizinhança tende a ser no Brasil, como em alguns outros lugares, um varejo de especialidades. Essa especialidade pode ser tanto em produtos quanto em forma de atendimento, no layout da loja ou no tipo de mercadoria. Mas a grande questão é como o atacado, que é por essência um modelo de negócio de grandes volumes, pode se adaptar para atender às características desses estabelecimentos que vivem de especialidades", conta Nathan Herszkowicz. "Eu acho que ele deve continuar sendo um canal de distribuição importante, forte e indispensável, porque o consumo de massa sempre vai continuar prevalecendo por muito tempo, mas acho também que ele tende a gerar caminhos de especialização que possam atender características de grupos de consumidores diferentes", completa.

Melhoria no Pacote de Serviços

De acordo com o presidente da Perfetti van Melle, Henrique Veloso, o atacado precisa usar esse momento de crise para refletir sobre seu papel no mercado e analisar melhor o pacote de serviços e produtos que devem oferecer. Dentro desse enfoque deve buscar uma segmentação. "É importante para o atacado entender os diversos canais. Eu vejo que há a necessidade de revisão geral do atacado, do seu papel, do portfólio de produtos, da quantidade de produtos e das categorias, visando a segmentação. Dessa maneira poderá levar através desses produtos um serviço de ponto de venda que precisa ser especializado. O atacado precisa olhar muito mais para o seu capital de giro, os produtos que vão a giro, o comportamento do consumidor, sem se restringir apenas na distribuição", afirma.

Preço não é Mais o Principal

"Os atacados precisam se reinventar para sobreviver. Hoje o preço não é mais o único fator determinante nas negociações. O atacado sempre tratou esse quesito como ponto principal. A prestação de serviços envolvendo principalmente o trabalho no PDV é de extrema importância, bem como a flexibilidade junto aos fabricantes para decisões das estratégicas. Não maximizar o mix de produtos dentro da categoria também considero importante para estreitar mais as negociações e parcerias", ressaltou Sonia Macêdo, Gerente Nacional de Vendas da Fraldas Capricho.

29/07/2016

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Escrito por Débora

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