Em dezembro de 2025, o Pix registrou 313,3 milhões de transações em apenas 24 horas e movimentou R$ 179,9 bilhões, o maior volume diário desde o lançamento do sistema. O recorde foi celebrado como prova de eficiência e escala, ao mesmo tempo em que expõe um desequilíbrio estrutural mais profundo. O Brasil construiu uma das infraestruturas de pagamentos mais rápidas do mundo, enquanto manteve uma retaguarda operacional fragmentada, que transfere para o varejo o custo de administrar essa complexidade. O sistema funciona no plano sistêmico, mas falha no nível produtivo, onde decisões são tomadas, margens são preservadas e o risco é absorvido.
11/02/26