Grupo Observa Cash & Carry Tomar Espaço do Varejo
Spani é Ouro para o Zaragoza



Texto: Bruna Soares
A bandeira Spani
Atacadista tem sido o motor de crescimento do Grupo Zaragoza, que também opera
o Villarreal Supermercados. Com exclusividade ao Jornal Giro News, Cléber
Gomez, diretor-presidente da companhia, revela que o formato de cash & carry
está mais propício para o momento de crise, em que a busca é por economia. "O
setor ainda tem muito espaço para se desenvolver no Brasil. Outro fator que
potencializa o modelo é a mudança de hábito do consumidor, que elege o cash
& carry como principal abastecedor, e do pequeno comerciante, que também
passa a se abastecer no formato." Para o executivo, desta forma, as operações
que combinam atacado e varejo vêm tomando espaços não só dos supermercados e
hipermercados, como também do atacado distribuidor. Atualmente, a carteira de
clientes do Spani é composta por 60% de pessoa física e 40% de pessoa jurídica.
Grupo Cresce 26%
Diante desse cenário, o
Grupo Zaragoza investirá R$ 350 milhões na abertura de oito lojas do Spani
Atacadista em 2021. Também será aberto, em maio, um centro de distribuição na
região de Campinas (SP) para atender as novas filiais. "Nos próximos três anos,
nosso foco será o cash & carry. Vemos mais oportunidades de negócio para
esse formato", reitera Gomez. A bandeira foi a principal responsável pelo
crescimento de 26% da companhia no ano passado, para um faturamento de R$ 3,3
bilhões - para este ano, a projeção é de R$ 4,5 bilhões. "O resultado ficou
acima da meta, que era de 20%, alavancado pelo cash & carry, com expansão
de 30%. A divisão de varejo cresceu 13% e a operação de atacado distribuidor,
10%", confidencia o diretor. Em 2020, o Grupo investiu R$ 210 milhões e
inaugurou seis lojas, cumprindo 90% do seu planejamento de expansão, que previa
sete novos pontos de venda.
Supermercado Regionalizado
Outro motivo para a foco
na ampliação do Spani é o conceito regionalizado da divisão de supermercados.
"O Villarreal tem conceito de bandeira de varejo com atendimento diferenciado,
mais regionalizado no Vale do Paraíba. A nossa pretensão é fortalecer a marca
dentro desta região, enquanto para o cash & carry é torná-lo uma marca
estadual e, posteriormente, nacional", explica. O Grupo Zaragoza estreou, no
início do ano passado, sua operação de e-commerce, com opções de retirada e
entrega. "No varejo, o online chegou a representar 5% das vendas e hoje, está
em 2%. Já no cash & carry, a participação atingiu 2,5%, mas agora soma
0,9%", afirma Gomez.
Digitalização B2B
Agora, a meta da companhia
é desenvolver a plataforma digital para o público B2B, que atenderá por meio do
cash & carry e do atacado distribuidor, após uma classificação dos
clientes. "A nossa operação de distribuição está centralizada em Taubaté (SP) e
atende 150 municípios de São Paulo. Temos 5.500 clientes ativos e 120
representantes", detalha o diretor. Para Gomez, digitalização, otimização de
processos e melhoria do custo da operação são alguns dos pontos que o cash
& carry deve se atentar para o futuro. Já nos supermercados, a busca deve
ser, na visão do executivo, por oferta de experiência e personalização no
atendimento.
