Pular para o conteúdo
Imagem destaque: Pequeno varejo perde consumidores para o atacarejo e se reaproxima do atacado distribuidor
Leonardo Miguel Severini, presidente da ABAD (Créditos: Luciana Cássia)

Pequeno varejo perde consumidores para o atacarejo e se reaproxima do atacado distribuidor

 A ABAD divulgou os números do setor com crescimento em faturamento e volume. Um dos fatores que puxou o crescimento foi a expansão de 1,1% no número de PDVs atendidos pelo atacado distribuidor – o dado faz parte do Termômetro ABAD, desenvolvido em parceria com a NielsenIQ/Mtrix. O movimento, em partes, integra um contexto de reaproximação do atacado distribuidor junto ao canal independente (pequenos varejistas com operações de 1 a 5 lojas), que deixa cada vez mais de identificar o atacarejo como parceiro de abastecimento.


Da Parceria à Concorrência

 Há pouco mais de 15 anos, quando o atacarejo começou a se popularizar no Brasil, o principal shopper do formato era o pequeno comerciante - revendedores e transformadores. Com o passar os anos, o atacarejo cresceu e ajustou sua operação para o consumidor final, tirando o foco dos profissionais que usavam as lojas para se abastecer. O resultado prático disso é que o atacarejo não só tem deixado de ser um elemento no abastecimento do canal independente, mas passou a ser um concorrente que canibaliza cada vez mais suas vendas. Os números mais recentes da NielsenIQ mostram que o pequeno varejo nos últimos 12 meses segue com alta penetração nos lares (99,4%), mas tem queda em frequência (-6,5%) e no valor movimentado (-R$ 1 bilhão). A queda em valor aconteceu por troca de canais, com destaque justamente para o atacarejo, que abocanhou 47% do que era consumido no canal independente.


Atacado explora diferencial para reconquistar o pequeno varejo

 Perguntado pelo Jornal Giro News sobre este movimento, o presidente da ABAD, Leonardo Miguel Severini, comentou o assunto e confirmou que existe uma reaproximação do setor com estes clientes e muita oportunidade. “O que houve no passado foi o entendimento de que o crescimento do atacarejo seria um fator de escala e que geraria preços hipercompetitivos em relação à nossa atividade. Hoje em dia, tem-se o entendimento, principalmente junto aos nossos parceiros fornecedores, de que o atacado distribuidor exerce um processo de curadoria para o pequeno e médio varejo. Ele exerce uma oferta de mix completo e serviço que muitas vezes quando o varejista se dispõe a ir no atacarejo ele não consegue encontrar. Então, o atacado distribuidor e nossos parceiros fornecedores podem estabelecer uma proposta de mix que seja mais condizente com a atividade desse varejista. Esse é o fator determinante que faz com que a nossa atividade cresça e exerça um papel fundamental na cadeia alimentar”, comenta.

09/06/2026

Compartilhar

Notícias em destaque