Assaí começa a sentir efeitos da compra do Extra Hiper
Cash & Carry Cruza Fronteira
A falta de pontos
adequados para a instalação de operações de cash & carry foi um dos
obstáculos superados pelo Assaí Atacadista com a aquisição de lojas do Extra
Hiper. A transação permite à rede entrar em novas regiões, mas também traz
desafios nos processos de conversão, integração à comunidade e atendimento às demandas
locais. "Esse é o principal movimento que estamos fazendo na empresa. E o
principal benefício que temos é conseguir adentrar numa fronteira do cash &
carry, porque são lojas localizadas em regiões centrais, de grande
verticalização, onde praticamente não tem terrenos para instalar lojas
orgânicas", ressalta Luiz Carlos, diretor de operações Sul e Sudeste do Assaí,
em entrevista exclusiva ao Jornal Giro News.
Desafios da Aquisição
Passados os trâmites
burocráticos de anúncio e conclusão da compra, a rede iniciou a integração das
unidades adquiridas ao seu parque. Até o momento, oito hipermercados foram
convertidos, fazendo o Assaí chegar a 228 lojas. E, segundo Luiz, é esse o
primeiro desafio: adequar lojas de varejo para o padrão de atacarejo. Dentre as
mudanças, estão a reestruturação do piso e a renovação de equipamentos. "Também
existem os desafios de adequar o serviço e sortimento para o público, e de
conseguir dar fluxo e vazão nessas regiões que são mais centrais, porque a
gente tem um compromisso de sempre se integrar à comunidade", explica o
executivo. No estado de São Paulo, os pontos comprados estão em municípios como
Campinas, São José dos Campos, Sorocaba e Santos, além da capital paulista.
Conquista do Público AB
A partir da entrada em
novas regiões, a aquisição também acelera a conquista de diferentes públicos
pelo Assaí. "O nosso modelo já vem atraindo o público mais voltado para a
classe AB. Mas entrar nas regiões centrais dá a condição de intensificar ainda
mais esse movimento." Segundo o diretor, agora, é possível levar o atacarejo
até o cliente, fazendo com que ele não precise se deslocar muito para ter
acesso às lojas. Do total de 70 unidades compradas, a maioria está situada em
regiões centrais das cidades. "A localização central foi o que mais influenciou
na decisão de adquirir esses pontos. Todos estão em regiões que a gente não
conseguiria entrar por conta da escassez de terrenos e de pontos que pudessem
comportar o nosso porte de loja", reitera.
Adequação das Lojas
Para o diretor, o desafio
do futuro do formato é a necessidade de adaptação constante, ajustando mix de
produtos e serviços sem perder a essência do cash & carry. "A nossa
principal promessa é entregar para o cliente pessoa física e pessoa jurídica
uma diferença de preço em torno de 15% do oferecido pelo varejo tradicional."
Essas mudanças já vêm sendo trabalhadas no Assaí há alguns anos nas lojas
orgânicas. Com a transação, o movimento ganha escala. Entre as apostas, estão a
ampliação dos serviços de açougue, empório de frios e padarias, além de novas
categorias de produtos. Outros destaques são as vagas para carros elétricos e
os self-checkouts. "Então são esses movimentos que estamos fazendo para adequar
as nossas lojas a esse novo público", conclui Luiz.
Texto: Bruna Soares
