Transação entre Makro e Muffato ganha aval do Cade
16 Lojas Mudam de Dono
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de 16 lojas e 11
postos de combustíveis pertencentes ao Makro Atacadista pelo Grupo Muffato. Em
seu parecer, o órgão concluiu que a operação não deve acarretar prejuízos ao
ambiente concorrencial. Para o Grupo Muffato, a transação está em linha com sua
estratégia de expandir para outras localidades, marcando sua estreia na capital
paulista. Já para o Makro, a venda das unidades está inserida na estratégia do
grupo SHV de encerrar sua operação no Brasil. O acordo, anunciado em janeiro
deste ano, inclui lojas nas cidades de São Paulo (Butantã, Interlagos e Lapa),
Guarulhos, Marília, Piracicaba, Presidente Prudente, Santo André, São Bernardo
do Campo, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba (Norte e Sul),
Campinas, Mogi das Cruzes e Taubaté.
Impactos para o Muffato
Além de chegar à capital paulista, o Grupo Muffato pode
avançar no Ranking Abras - no qual está em 6º lugar -, após o acréscimo de 16
lojas à sua rede, com potencial de ultrapassar o Supermercados BH - que ocupa a
5ª posição. Entre os supermercadistas que mais crescem no Brasil, o Grupo
Muffato é o 4º colocado, com alta de 17,15% em faturamento, para R$ 10,5
bilhões, segundo análise do Jornal Giro News. Hoje, a companhia atua em 31
cidades do Paraná e interior de São Paulo e, com o acordo, chegará a 11 novos
municípios paulistas, abrangendo a Região Metropolitana e o interior do estado.
A expectativa é que a transação acelere, principalmente, a expansão da bandeira
Max Atacadista, que tem ganhado força no negócio.
Como Fica a Operação do Makro
Após a transação, o Makro Atacadista terá apenas 8 unidades,
todas no estado de São Paulo. São elas: Vila Maria, Santos, Praia Grande,
Ribeirão Preto, Bauru, Franca, Osasco e Campinas-Dom Pedro. Após anos de desmobilização
de suas lojas no país, em 2022, o grupo SHV anunciou oficialmente a venda da
operação da rede no Brasil, despertando o interesse de empresas como Grupo
Pereira, Assaí Atacadista, Atacadão e Spani Atacadista. Ao final de 2022,
informações de mercado sinalizavam que as dívidas do Makro acabaram afastando
os possíveis compradores de sua operação brasileira. Com isso, a rede passou a
avaliar novas possibilidades para a transação, como a venda fracionada das
lojas.
